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DESCONTROLE FINANCEIRO

UFMT mantém controle ‘informal’ de orçamento bilionário

Segundo auditoria feita pela CGU, contas têm descontrole de gastos pela atual gestão e pode comprometer futuros repasses

Felipe Leonel

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11/11/2019 20h20 | Atualizada em 11/11/2019 20h23

UFMT mantém controle ‘informal’ de orçamento bilionário

Gilberto Leite | OEMT

Uma auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) nas contas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aponta descontrole de gastos pela atual gestão, sob o comando da reitora Myrian Serra. Segundo o documento da CGU, o controle financeiro da instituição é feito de maneira “informal”.

A auditoria foi realizada entre os dias 24 de julho e 9 de agosto deste ano, após a Energisa cortar a luz da Universidade Federal por falta de pagamento. Na época, houve um forte atrito entre o ministro da Educação, Abraham Weintraub e a reitora. Após o Ministério da Educação (MEC) fazer um repasse e a conta não ter sido paga, foi pedida uma investigação. 

Em resposta aos questionamentos da CGU, a UFMT afirmou que o controle financeiro do orçamento de mais de R$ 1 bilhão é feito seguindo ‘ritos informais’ estabelecidos pela gestão anterior. Os pagamentos, segundo o documento, são feitos por ordem de importância: pagamento  de  bolsas  e  auxílios,  ordens  de  fornecimento  e  contratos. 

Para a CGU, a “situação gera risco de suspensão dos pagamentos dos compromissos financeiros de maior prioridade”, além de não permitir a demonstração de risco de descontinuidade da prestação do serviço, colocando em ‘xeque’ o cumprimento da missão institucional da universidade. 

Apesar de não existir instrumento para o controle financeiro formal, isso não impede à atual gestão de criar mecanismos para estabelecer um controle, sustenta a CGU. Além disso, a instituição alerta para o risco de questionamentos feitos por fornecedores quanto à transparência da gestão e sua imparcialidade. 

A CGU afirmou também que a falta de controle financeiro da instituição pode comprometer futuros repasses solicitados pela instituição de ensino. “A ausência desses mecanismos aumenta substancialmente o risco de intempestividade nas solicitações de liberação de recursos que estejam contingenciados”, afirma. 

A CGU orientou a criação de mecanismos de controle de fluxo de caixa que permitam a realização de procedimentos de solicitação, aprovação, liberação e recebimentos de cotas orçamentárias e financeiras. 
 

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