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CRISE FINANCEIRA?

Com R$ 46 milhões de orçamento, prefeitura ‘fecha as portas’ em MT

Segundo a reportagem do Jornal Nacional, o município arrecada R$ 3,5 milhões ao mês e tem dívidas de R$ 2 milhões

Felipe Leonel

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07/11/2019 10h19 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Com R$ 46 milhões de orçamento, prefeitura ‘fecha as portas’ em MT

Reprodução

Mesmo com um orçamento de mais de R$ 46 milhões e 18 mil habitantes, a Prefeitura de Santo Antônio de Leverger (34 km de Cuiabá) ‘fechou’ as portas. A informação foi divulgada em reportagem do Jornal Nacional na noite desta quarta-feira (6). Segundo a reportagem, o município arrecada R$ 3,5 milhões ao mês e tem dívidas de R$ 2 milhões. 

CONFIRA A REPORTAGEM AQUI. 

Diante da ‘crise financeira’, o prefeito Valdir Pereira de Castro Filho (PSD) tomou a decisão de suspender o atendimento ao público na prefeitura e durante dois meses vão ser oferecidos apenas serviços essenciais como saúde, educação e coleta de lixo. A maioria das dívidas é referente a gastos com pessoal.

A reportagem, o prefeito disse pretende dispensar 40% dos funcionários.

“Nós temos uma parte da folha ainda de setembro que nós iremos pagar agora nesta semana. Já iremos iniciar o pagamento de outubro dentro do mês e, dentro do mês de novembro, pagar o mês de outubro. E no mês de dezembro, eu já quero finalizar, virar o ano com todos os servidores pagos”, disse ao JN.

No momento, estão suspensos os serviços de qualificação, projetos e programas nas áreas de cultura e turismo, a regularização fundiária e parte da emissão de licenças para obras. Para solucionar a ‘crise financeira’, o prefeito defendeu uma repartição mais justa dos recursos arrecadados através de impostos.

“De 100% que se arrecada no Brasil, apenas 15% vai para o município. Sessenta por cento fica para o governo federal, de 25% a 35% com o governo estadual e o município apenas com 15%. Se houver uma distribuição mais justa dos impostos, onde o município consiga arrecadar mais, com certeza a realidade de todos os municípios do Brasil vai mudar”, afirmou.

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