LOGÍSTICA 

Projeto que federaliza MT-242 avança na Câmara dos Deputados

Relator dá parecer favorável ao projeto de lei que prevê a entrega de 340 quilômetros da rodovia para o governo federal

Felipe Leonel

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09/10/2019 06h00 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Projeto que federaliza MT-242 avança na Câmara dos Deputados

Assessoria

A inclusão de parte da rodovia estadual MT-242 na malha rodoviária federal recebeu parecer favorável do relator do projeto de lei, deputado Juarez Costa (MDB), na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.  O projeto deve ser apreciado na Comissão de Viação e Transportes e depois será enviado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

De autoria do deputado federal Dr. Leonardo (SD), o projeto de lei prevê a federalização do trecho de 340 km, entre o entroncamento com a BR-163 ao entroncamento da BR-364, passando por Sorriso, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Brianorte e Brasnorte. A BR-242 começa na Bahia e termina em Rondônia, entretanto um trecho da rodovia em Mato Grosso está sob responsabilidade do Estado. 

Em Mato Grosso, a rodovia federal reinicia em São Félix do Araguaia, de onde segue até Sorriso. Após isso, a rodovia se torna estadual, iniciando um trecho de 170 km de estrada de terra, o que dificulta o escoamento da safra da região. A pavimentação do trecho é bandeira de um movimento que pede a criação do corredor logístico de Mato Grosso a Rondônia. 

De acordo com dados do Movimento Pró-Logística, a federalização e a pavimentação iria beneficiar uma área agrícola de 4,2 milhões de hectares, permitindo o escoamento de mais de 26 milhões de toneladas de soja e mais de 20 milhões de toneladas de milho, tornando a rodovia uma importante alternativa para desafogar a BR-364 e a BR-163. 

A 242 seria a primeira rodovia a ligar o Brasil de leste a oeste, facilitando o escoamento da produção para o porto de Porto Velho. Dentre as cidades que seriam beneficiadas pelo asfalto estão Querência, Nova Ubiratã e Gaúcha do Norte, grandes produtores de grãos. Atualmente, devido à falta de infraestrutura, os caminhões fazem um desvio de mais de 500 km.

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