OPERAÇÃO POLYGONUM

Governo exonera ex-candidato alvo de operação contra desmatamento

Ronnky é servidor efetivo da Sema e foi preso na quinta (16) em operação que combate fraudes para permitir desmatamento na Amazônia

Felipe Leonel

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18/09/2019 10h07 | Atualizada em 18/09/2019 10h15

Governo exonera ex-candidato alvo de operação contra desmatamento

Gilberto Leite | OEMT

Alvo da operação Polygonum, Ronnky Chaell Braga da Silva, até então coordenador de recursos florestais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) foi exonerado nesta quarta-feira (18). Ronnky é servidor efetivo da Sema e foi preso na quinta-feira (16).

A exoneração do servidor do cargo de confiança foi publicada nesta quarta, com data retroativa para a terça-feira (17). Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) deverá ser aberto para apurar a conduta do servidor e poderá gerar a demissão do serviço público.

O servidor também foi candidato a deputado estadual em 2014. No Portal da Transparência do governo do Estado consta que Ronnky possuía salário bruto de R$ 16 mil e líquido (com descontos) de R$ 11,6 mil.

Nesta terça-feira, a juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Mendes, mandou soltar cinco presos na operação. Ronnky Chaell, entretanto, não teve a prisão relaxada pela Justiça e continua preso.

De acordo com as investigações, as fraudes ocorriam na alteração da tipologia do bioma de Amazônico para Cerrado. Um imóvel em território amazônico, por exemplo, pode desmatar no máximo 20% do território. Já uma fazenda na região do cerrado, pode desmatar 65%.

Essas informações, porém, ficam registradas no sistema e, com o uso de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, podem ser auditadas em qualquer momento, mesmo após os desmatamentos.

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