PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE

Contrariando Bolsonaro, Mendes diz que continuará com as restrições de convívio social

Em discurso em cadeia nacional, Bolsonaro chamou coronavírus de ‘gripezinha’ e criticou os isolamentos sociais e as restrições de comércio impostas pelos governadores

Márcio Camilo

Jornalista

25/03/2020 12h22 | Atualizada em 27/03/2020 08h50

Contrariando Bolsonaro, Mendes diz que continuará com as restrições de convívio social

Tcheló Figueiredo (SecomCBA)

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que manterá as medidas de restrições de convívio social, mesmo depois do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em cadeia nacional, na noite de terça-feira (24), recomendando o contrário.

"Vamos continuar a restringir o convívio social e preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, destacou o governador por meio de sua assessoria.

Mendes já publicou uma série de decretos prevendo fechamento de escolas, órgãos públicos e setores do comércio que não são considerados essências à população, como bares e restaurantes.

As medidas vão de encontro com o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a disseminação do novo vírus.

Entenda

Em pronunciamento, Bolsonaro criticou os decretos dos governos estaduais que fecharam escolas, limitaram o transporte público e a atividade do comércio.

Bolsonaro também minimizou os riscos da doença, a chamando novamente de "gripezinha", e defendeu que o isolamento social deve atingir apenas os mais velhos.

As declarações geraram revolta de diversas autoridades pelo país e contraria o que está sendo feito pelo resto do mundo para combater a pandemia.

Mato Grosso tem 7 pessoas com a doença e mais 269 casos em investigação. Dos casos, cinco são em Cuiabá, um em Várzea Grande e outro em Nova Monte Verde.

O Brasil já possui 2.201 infectados, conforme o Ministério da Saúde. Já morreram 46 pessoas, a maioria delas em São Paulo, o foco principal da doença no país. O primeiro óbito registrado foi no dia 17 deste mês.

FONTE: Da Redação o Estado de MT

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