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Câmara vota pedido de cassação de Abílio nesta sexta-feira

Para manter o mandato, vereador precisa que 13 dos 25 vereadores votem a seu favor  

Márcio Camilo

Jornalista

05/03/2020 08h39 | Atualizada em 17/03/2020 08h35

Câmara vota pedido de cassação de Abílio nesta sexta-feira

Câmara de Cuiabá

A Câmara de Cuiabá realiza nesta sexta-feira (06) uma sessão extraordinária para votação do pedido de cassação do vereador Abílio Junior (PSC). A medida foi oficializada por meio de publicação em edição extraordinária do Diário Oficial de Contas.

De acordo com a assessoria da Casa, a sessão começa a partir das 8h. No plenário serão lidos, de forma integral, a representação que deu origem, o relatório da Comissão de Ética, o projeto de resolução da Mesa Diretora, além do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

A assessoria explica que após isso será aberto um espaço para a defesa de Abílio, que será feita na tribuna do plenário. Passado essa fase, será remetido ao crivo do plenário o parecer da CCJR, que é contrário ao pedido de cassação.

Se o parecer for mantido pelo plenário, o processo será arquivado imediatamente. Caso ele seja derrubado, em seguida os vereadores devem votar o projeto de resolução oriundo do relatório da Comissão de Ética, o qual pede a cassação de Abílio.

A assessoria acrescenta ainda que para ser derrubado, o parecer da CCJR precisa ter, obrigatoriamente, no mínimo, 13 votos pela rejeição, ou seja, maioria absoluta.

Acusações

A representação original que pede a cassação de Abílio foi feita pelo ex-vereador Oseas Machado (PSC) e que, curiosamente, pode se beneficiar com o afastamento de Abílio, já que ele é suplente do parlamentar acusado.

Oseas denunciou Abílio em outubro de 2019. No documento apontou uma série de situações que, no entendimento dele, não condiz com postura de um parlamentar.

Um dos exemplos que Oseas cita no relatório seriam as constantes "invasões" de Abílio ao Hospital São Benedito, em que ele teria coagido funcionário e entrado em salas para mexer em gavetas atrás de documentos, sem a devida autorização. O vereador nega a falta de decoro parlamentar.

FONTE: Da redação, O Estado de Mato Grosso

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