SUPOSTA PROPINA DO PREFEITO

Ex-chefe de gabinete de Silval depõem novamente na CPI do Paletó

Silvio Corrêa deve confirmar, novamente, que o dinheiro embolsando por Emanuel Pinheiro em seu paletó era de propina

Márcio Camilo

Jornalista

19/02/2020 09h00 | Atualizada em 19/02/2020 10h47 1 comentario

Ex-chefe de gabinete de Silval depõem novamente na CPI do Paletó

Reprodução Internet

O ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Corrêa, será interrogado na manhã desta quarta-feira (19), na Câmara de Cuiabá, durante a CPI do Paletó – Comissão de Inquérito Parlamentar que investiga se o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), cometeu falta de decoro e obstrução da Justiça.

Silvio foi quem gravou Emanuel embolsando maços de dinheiro em seu paletó, à época em que era deputado estadual. O dinheiro – supostamente de propina – seria para que Emanuel desse apoio aos projetos de interesse do Executivo na Assembleia Legislativa (AL-MT).

Segundo a delação de Silval, Emanuel e os demais parlamentares que participaram do esquema teriam embolsado, cada um, R$ 600 mil.

A CPI do Paletó retoma os trabalhos depois de estar mais de um ano parada por questões judiciais e manobras dos vereadores da base do prefeito.

Silvio já havia sido interrogando pela Comissão. No entanto, a CPI teve problemas jurídicos e seu depoimento foi anulado. Dessa forma, os membros da Comissão entenderam que era preciso ouvi-lo novamente.

Entenda

Segundo Silval, o montante foi desviado em 2013 do programa MT Integrado - conjunto de obras isoladas que totalizavam 2 mil quilômetros de asfalto pelo interior de Mato Grosso. Os recursos totais do programa eram de R$ 1,5 bilhão.

Aos promotores do Ministério Público Federal (MPF) Silval relatou que teve uma conversa com os donos das empreiteiras para explicar que uma porcentagem dos pagamentos das medições das obras teria que ser desviada para os deputados, já que haveria o risco dos mesmos denunciarem o esquema.

"Neste sentido, cabia a Sílvio Correa, chefe de Gabinete de Silval Barbosa, repassar a cada parlamentar o montante de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) a serem pagos em 12 parcelas de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)", destaca trecho da delação.

Na delação também consta que Sílvio, a mando de Silval, gravou vídeos demonstrando os pagamentos “mediante dinheiro em espécie aos seguintes deputados estaduais: Ezequiel Fonseca, José Domingos, Hermínio Barreto, Airton Português, Emanuel Pinheiro, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Azambuja e Jose Joaquim de Souza Filho, o Baiano Filho”.

Desde que o escândalo veio à tona, em agosto de 2017, Emanuel – apesar de reconhecer que as imagens dos deputados pegando dinheiro são vexatórias – nunca admitiu que se tratava de propina.

Nas raras declarações que deu na imprensa se limitou a dizer que foi até o Palácio do Governo para receber uma dívida relacionada a uma pesquisa de campanha eleitoral feita pelo seu irmão, Marco Túlio Pinheiro, mais conhecido como Popó.

Tem afirmado desde então que não pode dar mais detalhes já que o caso corre em segredo de Justiça, e que no momento oportuno fará a sua defesa nos autos do processo.

FONTE: DA redação, O Estado de Mato Grosso

1 COMENTÁRIO

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  1. Que isso? Me desculpa mas está ridículo isso aqui três matérias sobre o mesmo assunto meu Deus.

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