CASO ABÍLIO

Câmara teve agressões físicas e ofensas homofóbicas que não passaram pela Comissão de Ética

Teve tapa não mão, empurrões, tentativa de censura e vereador chamando o colega de "veado"

14/02/2020 10h46 | Atualizada em 14/02/2020 16h51

Câmara teve agressões físicas e ofensas homofóbicas que não passaram pela Comissão de Ética

Reprodução Internet

A Câmara de Cuiabá protagonizou pelo menos cinco situações de agressões, xingamentos e ofensas entre os anos de 2018 e 2019 que não tiveram a atenção da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Um dos campeões em confusão foi o vereador da base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), Renivaldo Nascimento (PSDB), que se quer levou uma advertência. O levantamento foi feito pelo Jornal o Estado de Mato Grosso com base em matérias que saíram na imprensa

O debate veio à tona depois que a Comissão de Ética aprovou na última quarta-feira (12) o relatório que pede a cassação do vereador Abílio Júnior (PSC), por suposta quebra de decoro parlamentar. Abílio não teria tido uma conduta respeitosa no trato com os colegas.

No entanto, teve vereador que xingou o outro de "veado", empurrões, tapas e tentativas de censura ao impedir gravações com celular, que não tiveram a mesma atenção da Comissão de Ética da Casa.  

Um dos casos mais famosos foi quando o Renivaldo agrediu Abílio com três tapas na mão, em sessão plenária do dia 28 de maio do ano passado.

Renivaldo se incomodou com as críticas que Abílio e Diego Guimarães (Progressistas) estavam fazendo sobre o edital de licitação do transporte público de Cuiabá.

Renivaldo estava discutindo a situação com Diego quando Abílio se intrometeu na conversa e apontou o dedo no rosto de Renivaldo, que em seguida dá um tapa na mão de Abílio. Ela faz uma pausa e depois dá mais dois tapas.  A sessão teve que ser suspensa para acalmar os ânimos dos parlamentares.

A Câmara também protagonizou caso de homofobia no dia 21 de dezembro de 2018, quando Chico 2000 (PR) insinuou que o vereador Diego Guimarães era "veado".

Chico ficou incomodado com a fala de Diego que lhe chamou de "cão de guarda" do prefeito por ser um dos parlamentares que apoiavam o empréstimo de 115 milhões de dólares que a Prefeitura de Cuiabá contraiu para financiar algumas obras do Programa Cuiabá 300 anos.

“Ele chegou ao ponto de tentar me ofender ao me chamar de cão de guarda do prefeito. Me chamou de cachorro perdigueiro. Gostaria de dizer ao vereador que eu conseguiria ser no máximo ser um pincher. Mas prefiro ser cachorro perdigueiro, cão de guarda, do que ser veado", disparou Chico 2000.

Em 19 de setembro de 2019 Chico 2000 tenta tomar o celular de forma violenta de Abílio que gravava a sessão plenária.

Chico  fazia discurso na tribuna quando percebe que Abílio estava fazendo um vídeo ironizando a sua postura de criticar o prefeito de Colatina (ES), Sérgio Menguelli, apontado como o melhor prefeito do Brasil, e por outro lado defender "o prefeito do paletó" Emanuel Pinheiro.

Irritado, ele desce da tribuna e pula em cima de Abílio para tentar interromper a gravação. "Você é palhaço rapaz! Larga essa porra aí!". Na sequência empurra Abílio e profere outro palavrão pela metade. "Vai tomar no... O que você quer rapaz! Tá filmando o quê? Quem autorizou você a filmar porra", gritou Chico. "Aqui é parlamento meu amigo. Você quer falar besteira e não quer vir a público?", rebateu Abílio.

Em 16 de março de 2018, Renivaldo, também de forma brusca tenta tirar o celular das mãos de Felipe Wellaton (PV) que gravava sessão plenária que discutia a CPI do Paletó contra o prefeito.

Já em 18 de dezembro do no passado Renivaldo se desentendeu com Diego Guimarães que questionava o porquê de seus projetos, e dos demais colegas da oposição, "nunca  serem aprovados na casa".

Renivaldo saiu de sua cadeira, foi até Diego e uma forte discussão se iniciou entre eles. A sessão teve que ser interrompida, principalmente por causa dos gritos de Renivaldo.

FONTE: Da redação, O Estado de Mato Grosso

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