AGENDA DE REFORMAS

Pivetta faz aceno para apoiadores de Selma

Em entrevista à TV Vila Real na manhã de segunda (20), Pivetta se comprometeu a defender o movimento ‘Muda Senado’, do qual Selma faz parte

Gabriel Soares

Editor Chefe

22/01/2020 16h00 | Atualizada em 22/01/2020 16h00

Pivetta faz aceno para apoiadores de Selma

Gilberto Leite | OEMT

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) afirmou que deve seguir algumas das bandeiras da senadora juíza Selma Arruda (Pode), cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e caixa dois. A fala soou como um aceno ao eleitorado de Selma, que foi a candidata mais votada de Mato Grosso, com 678.542 votos.

Em entrevista à TV Vila Real na manhã de segunda (20), Pivetta se comprometeu a defender o movimento ‘Muda Senado’, do qual Selma faz parte. O grupo reúne senadores insatisfeitos com o atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM), e que defendem a reforma do sistema político nacional e o combate à corrupção.

“Com minha experiência, meu conhecimento da iniciativa privada, dos trabalhadores, do setor público municipal e agora estadual, vejo que não vamos avançar sem as importantes reformas que o Brasil precisa. Estou determinado a ser candidato ao Senado. Ser um senador reformista, um senador do Muda Senado”, disse.

Pivetta também disse que, se eleito, ira se dedicar a acelerar a agenda de reformas estruturais que tramitam no Congresso Nacional, como a reforma tributária e o pacto federativo. 

“Quero ser senador para acelerar as reformas necessárias ao Brasil. A reforma política é a primeira, a reforma tributária, pacto federativo e a prisão em segunda instância. Está mais do que na hora de acabar com privilégios de pessoas abastadas, os mais ricos. Só vai pra cadeia pobre e preto no Brasil”, afirmou.

Sobre a cassação de Selma, Pivetta revelou que ficou surpreso com o acontecimento e avalia que “Mato Grosso e o Brasil perderam” com a queda da senadora. “Diante do que aconteceu, foi que me senti motivado a encarar esse desafio, porque já vivi o bastante para saber que precisamos enfrentar problemas estruturais do Brasil”.
 

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