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Garimpeiros tomam conta de Aripuanã após serem retirados de garimpo

O delegado ainda relatou que carros e objetos de valores pertencentes aos garimpeiros foram retirados por eles

Jefferson Oliveira

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08/10/2019 13h00 | Atualizada em 08/10/2019 15h18

Garimpeiros tomam conta de Aripuanã após serem retirados de garimpo

Reprodução

Uma operação da Polícia Federal e forças de segurança do estado de Mato Grosso retirou na segunda-feira (07), centenas de garimpeiros que estavam em uma área de garimpo ilegal, localizada na Serra de Santo Expedito, a 13 km da cidade de Aripuanã (1200 km de Cuiabá) e por conta disso, na manhã desta terça-feira (08), centenas de garimpeiros ocuparam a área urbana do município e realizaram um grande protesto em frente a empresa Nexa e ao fórum da cidade.

Na operação, um garimpeiro foi morto por policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) quando se recusou a sair da área e atirou contra os militares que cumpriam uma decisão judicial de intervenção do local.

De acordo com as informações, os policiais do Bope foram os primeiros a entrarem na área do garimpo e orientaram que os garimpeiros saíssem do local e fossem para uma triagem, onde seria feita uma varredura. Neste momento, em um dos barracos, um garimpeiro de nome não identificado, disparou tiros contra os policiais do Bope.

Em razão disso, um dos policiais revidou a agressão e acertou dois tiros no garimpeiro. A pessoa foi socorrida e levada para o Hospital Municipal Santo Antônio, contudo, o garimpeiro já chegou a unidade de saúde sem vida.

Em imagens que circularam nesta terça-feira, mostraram centenas de garimpeiros na região central da cidade, com gritos de protesto em frente ao fórum. Ainda na caminhada até a região central, lojistas assustados fecharam as portas de suas lojas temendo um saqueamento por conta dos trabalhadores da região que estavam revoltados com a retirada da área explorada.

Na reivindicação feita pelos garimpeiros, eles alegam que foram retirados da área sem poder pegar seus pertences como ferramentas, roupas e objetos de valores. O delegado da Polícia Federal Carlos Henrique Cotta D'Angelo, informou que a segunda fase da Operação Trypes, foi para cessar a atividade ilegal na área.

“Nessa segunda etapa foi determinada que fosse cessada a atividade ilegal no local, e assim foi cumprida a ordem na data de ontem (segunda-feira), e foi orientado que todos deixassem o local levando seus pertences pessoais, já que o processo de encerramento da atividade, implica inclusive o uso de explosivos, então para a segurança de todos tivemos que retirar as pessoas que ali estavam”, detalhou o delegado.

O delegado ainda relatou que carros e objetos de valores pertencentes aos garimpeiros foram retirados por eles, porém, os maquinários utilizados para a extração do ouro foram proibidos pela justiça de serem levados da área de exploração.

“Não foi possível eles levarem os maquinários, pois a determinação judicial é para a destruição desse material e também da implosão das casas que foram construídas ali, ao longo do tempo. Nesta quarta-feira, a polícia realizou na parte da manhã a perícia no local para dimensionar o dano ambiental e dimensionar todo o estrago causado pela extração ilegal do ouro na região, e por conta disso, grupos de garimpeiros incentivados por alguns manifestaram a indignação do cumprimento da ordem judicial e iniciaram alguns movimentos na cidade, mas pacífico e devidamente controlado pelas forças de segurança”, explicou D’Angelo.

O garimpo ilegal na área funciona desde outubro de 2018 e atualmente estima-se uma população flutuante entre mil a 1,5 mil pessoas. No local há pessoas armadas, e isso tem contribuído para homicídios no local. Além disso, há outros crimes cometidos no local como: ambientais, contra o patrimônio e tráfico ilícito de drogas.

Participam da operação Polícia Federal, Sistema Penitenciário, Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros, Grupo de Operações Especiais (GOE) da PJC, Politec, Polícia Militar, Força Tática, Rotam e os fiscais do Ibama e da Sema e militares do Bope.

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