BRIGA DE INTERNOS

Membros de facção agridem colegas dentro da PCE

Os presos planejaram as agressões para tentar incriminar agentes penitenciários que fazem uma megaoperação na penitenciária

Jefferson Oliveira

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17/09/2019 18h16 | Atualizada em 17/09/2019 19h29

Membros de facção agridem colegas dentro da PCE

Reprodução

Bandidos de uma facção criminosa que estão presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), são acusados de espancar companheiros de cela para incriminar agentes prisionais de agressão e tortura. A ação dos criminosos faccionados, é em represália a operação Agente Elison Douglas que acontece na unidade desde o dia 13 de agosto.

Nesta terça-feira (17), circularam imagens nas redes sociais, de presos com marcas de espancamento nas costas. Um agente prisional conseguiu filmar o momento que dois presos eram espancados dentro da cela e encaminhou o vídeo para as autoridades responsáveis.

Os presos que foram espancados receberam atendimento médico e foram trocados de cela. As vítimas das agressões ainda serão ouvidas pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

A operação de acordo com o secretário de segurança pública Alexandre Bustamante, apreendeu durante os 30 dias de limpeza na PCE, 171 celulares, mais de 500 chips telefônicos, 12 baterias, 352 cadernos com contabilidades, churrasqueiras, torradeiras de pão, bebidas artesanais, sanduicheiras e produtos de mercado paralelo de alimentos que existiam no local.

Alexandre Bustamante falou que essa primeira fase da operação foi um sucesso, pois houve contribuição também por parte dos detentos que entenderam que a reforma era necessária para um maior conforto e acomodação na penitenciária, e não foi preciso ser realizado nenhum disparo ou repreensão maior contra os presos.

Contrário a fala do secretário de segurança pública, Alexandre Bustamante, que relatou o clima tranquilo e de paz dentro da unidade, o defensor público Clodoaldo Queiroz disse que a superlotação faz com que a maior unidade prisional do estado, não tenha um clima tranquilo.

“Essa medida que foi adotada não deve ser permanente, pois ela não consegue adotar refrigeração adequada dentro da cela. Nunca esteve e nem estará tranquilo dentro de uma unidade prisional que cabe 900 e têm 2.500 presos, ou seja, nunca estará tranquilo, mesmo que coloque ar-condicionado lá dentro, esse é o maior problema, a superlotação que gera todos os outros problemas”, disse.

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