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Defensor público diz que clima na PCE nunca será tranquilo

Ainda buscando uma melhoria no sistema prisional o defensor disse que fará a revisão processual com um mutirão

Jefferson Oliveira

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16/09/2019 15h50 | Atualizada em 16/09/2019 16h01

Defensor público diz que clima na PCE nunca será tranquilo

Gilberto Leite

Apesar de destacar a importância da operação ‘Agente Elison Douglas’, o defensor público-geral Clodoaldo Queiroz, durante a coletiva disse que o clima na PCE nunca vai ser tranquilo, e que a falta de ventiladores nas celas tem sido o grande problema no momento.

Contrário a fala do secretário de segurança pública, Alexandre Bustamante, que relatou o clima tranquilo e de paz dentro da unidade, o defensor público disse que a superlotação faz com que a maior unidade prisional do estado, não tenha um clima tranquilo. 

“Essa medida que foi adotada não deve ser permanente, pois ela não consegue adotar refrigeração adequada dentro da cela. Nunca esteve e nem estará tranquilo dentro de uma unidade prisional que cabe 900 e têm 2.500 presos, ou seja, nunca estará tranquilo, mesmo que coloque ar-condicionado lá dentro, esse é o maior problema, a superlotação que gera todos os outros problemas”, disse.

Clodoaldo disse que acompanhou de perto e fiscalizou a realização da operação, para garantir que os presos teriam os seus direitos preservados durante o período que as visitas foram proibidas e que os agentes realizavam a limpeza da unidade.

“Mesmo nós como defensores públicos tendo como única atribuição dentro do sistema prisional a defesa dos direitos dos reeducandos, nós também somos órgãos de estado, e como sendo órgão de estado, temos responsabilidade para um bom funcionamento da unidade como um todo”, disse Clodoaldo.

Ainda buscando uma melhoria no sistema prisional o defensor disse que fará a revisão processual com um mutirão atendendo os presos do raio I e raio II da PCE. Entre os dias 16 de setembro a 4 de outubro, 32 defensores públicos do interior e de Cuiabá atuarão no mutirão que irá revisar a situação penal de aproximadamente 800 presos que estão nos raios I e II da unidade que concentram os presos provisórios.

“Esperamos com isso trazer um resultado bom, até no sentido de diminuir a população carcerária naquilo que ela precisa ser diminuída, com pessoas tendo o direito de já estar em liberdade, além disso criamos um grupo especial de fiscalização e inspecionamos a unidade nos últimos dias e o resultado desse trabalho ainda vai ser apresentado”, contou.

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