OPERAÇÃO ELISON

Segurança promove ‘limpa’ na PCE

Visitas foram suspensas na maior penitenciária de Mato Grosso devido à possibilidade de revolta dos presos contra o pente-fino

Jefferson Oliveira

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13/08/2019 17h15 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Segurança promove ‘limpa’ na PCE

Ilustração - SOE

A Penitenciária Central do Estado (PCE) foi alvo de uma operação realizada por agentes penitenciários de Mato Grosso, na manhã desta terça-feira (13), em busca de celulares, carregadores e outras ‘regalias’ dentro das celas, como televisões, geladeiras e outros.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), Jacira Maria da Costa Silva, a operação foi realizada em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), motivada pela morte do agente penitenciário Elison Douglas, ocorrida em Lucas do Rio Verde no mês de maio.

Além das facções comandarem ataques de dentro da PCE, inclusive a ação que culminou na morte do servidor, o crescimento do crime organizado dentro dos presídios foi algo notado pela segurança pública.

A operação tem como foco diminuir as regalias dentro dos presídios e restringir a quantidade de produtos dentro das unidades prisionais. “Precisamos diminuir os excessos, mas respeitaremos os direitos deles”, frisa a presidente.

A Sesp informou à imprensa, por meio de nota, que a operação se iniciou às 9h, com uma revista minuciosa em todos os raios e celas da unidade prisional. Foram verificadas as condições estruturais da área de carceragem e retirados produtos considerados inadequados. Após a revista geral, será iniciada a reforma nas celas dos raios 1, 2, 3 e 4.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, também comentou que o objetivo é garantir a segurança dentro e fora do presídio.

“Nosso objetivo maior é garantir a segurança da unidade, de acordo com a legalidade devida, frustrando qualquer tentativa que possa afetar a segurança da unidade prisional e criar oportunidades de prática delituosa”, destacou.

Familiares dos presos se aglomeraram em frente à PCE em busca de informações sobre o que acontecia dentro da unidade, mas as visitas estarão suspensas durante essa semana devido às atividades. Os advogados e defensores públicos dos detentos também estão proibidos de entrarem na unidade para falar com os clientes. Apenas escoltas emergenciais, em caso de saúde, serão realizadas.

O atual diretor da unidade, Agno Santana, disse que a operação foi batizada em homenagem ao agente Elison Douglas e que a PCE foi escolhida como piloto dessa ação por ser o coração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso.

“Esse nome nos lembra a retidão e dignidade que o Douglas sentia ao vestir sua farda para ir trabalhar, sendo que esta também é uma forma de homenagear e honrar sua memória pelos bons exemplos que deixou e nos orgulha a seguir”.

Mesmo diante de todo aparato de segurança, o diretor emitiu um comunicado aos agentes, temendo represália das facções criminosas por conta da operação.

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