CPI DO PALETÓ

Silvio reafirma que Emanuel recebeu propina de Silval; 'jamais foi para pesquisa'

CPI DO PALETÓ

Márcio Camilo

Jornalista

19/02/2020 10h27 | Atualizada em 20/02/2020 09h34 1 comentario

Silvio reafirma que Emanuel recebeu propina de Silval; 'jamais foi para pesquisa'

Reprodução Internet

O ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correa, afirmou que o dinheiro embolsado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), em seu paletó, "jamais foi para pesquisa eleitoral". 

Silvio depõe na manhã desta quarta-feira (19), na Câmara de Cuiabá, na CPI do Paletó  - Comissão de Inquérito Parlamentar que investiga se o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), cometeu falta de decoro e obstrução da Justiça.  

Silvio foi quem gravou Emanuel embolsando maços de dinheiro em seu paletó, à época em que era deputado estadual. O dinheiro – supostamente de propina – seria para que Emanuel desse apoio aos projetos de interesse do Executivo na Assembleia Legislativa (AL-MT).

O presidente da CPI, Marcelo Bussiki (PSB), questionou Silvio se o dinheiro que Emanuel pegou seria  fruto de uma dívida do seu irmão, Marco Túlio Pinheiro, relacioanda a uma pesquinsa de campanha eleitoral. A justificativa tem sido utilizada por Emanuel na imprensa para negar que o dinheiro era de propina.

Ao respoder a questão Silvio foi taxativo: "Jamias foi para pesquisa eleitoral". 

Reiterou que Emanuel fazia parte dos 24 deputados que recebiam a propina. Segundo Silvio, Emanuel teria recebido de 8 a 10 parecelas no valor de R$ 50 mil. O valor total da propina era de R$ 600 mil para cada um dos parlamentares. 

"Fui incumbido de fazer esses pagamentos. O0s vídeos são os deputados recebendo as parcelas que era de 'direito' deles", enfatizou o Silvio

Entenda

Segundo Silval, em sua deleção premiada, os valores da propina foram desviados em 2013 do programa MT Integrado - conjunto de obras isoladas que totalizavam 2 mil quilômetros de asfalto pelo interior de Mato Grosso. Os recursos totais do programa eram de R$ 1,5 bilhão.

Aos promotores do Ministério Público Federal (MPF) Silval relatou que teve uma conversa com os donos das empreiteiras para explicar que uma porcentagem dos pagamentos das medições das obras teria que ser desviada para os deputados, já que haveria o risco dos mesmos denunciarem o esquema.

"Neste sentido, cabia a Sílvio Correa, chefe de Gabinete de Silval Barbosa, repassar a cada parlamentar o montante de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) a serem pagos em 12 parcelas de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)", destaca trecho da delação.

Na delação também consta que Sílvio, a mando de Silval, gravou vídeos demonstrando os pagamentos “mediante dinheiro em espécie aos seguintes deputados estaduais: Ezequiel Fonseca, José Domingos, Hermínio Barreto, Airton Português, Emanuel Pinheiro, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Azambuja e Jose Joaquim de Souza Filho, o Baiano Filho”.

Desde que o escândalo veio à tona, em agosto de 2017, Emanuel – apesar de reconhecer que as imagens dos deputados pegando dinheiro são vexatórias – nunca admitiu que se tratava de propina.

Nas raras declarações que deu na imprensa se limitou a dizer que foi até o Palácio do Governo para receber uma dívida relacionada a uma pesquisa de campanha eleitoral feita pelo seu irmão, Marco Túlio Pinheiro, mais conhecido como Popó.

Tem afirmado desde então que não pode dar mais detalhes já que o caso corre em segredo de Justiça, e que no momento oportuno fará a sua defesa nos autos do processo.

  

FONTE: Da redação, O Estado de Mato Grosso

1 COMENTÁRIO

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  1. Tô falando só fala do prefeito afffz muda o disco tá muito na cara kkkkkkk

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