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SANI NEVES

Suicídio: por que algumas pessoas desistem?

11/01/2020 06h00 | Atualizada em 11/01/2020 09h17

Suicídio: por que algumas pessoas desistem?

Arquivo Pessoal

Essa é a pergunta que angustia a todos que ficam, e ainda que deixem cartas ou mensagens em suas redes sociais tentando justificar a sua decisão, é muito delicado lidar com essa escolha, que, decidida de forma solitária e individual, impõe a dor, a saudade e outros sentimentos como a culpa, o remorso e centenas de perguntas que não serão respondidas diante da ausência imposta pelo fim trágico, e sem chances de negociação. 

A cada quarenta segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, são 800 mil ao ano seguindo dados da Organização Mundial da Saúde, e esses dados podem ser muito maiores, considerando a subnotificação. 

Lidar com o suicídio é algo que intriga a todos, inclusive profissionais da saúde, pois ainda que em tratamento, alguns podem tomar essa decisão...Sim! É uma decisão. Desesperada? Impensada? Irresponsável? Não podemos responder por aquele que não está mais aqui...

Mas é possível, a partir dos relatos daqueles que tentaram e sobreviveram, dizer que foi uma atitude desesperada num momento de extremo sofrimento mental, de quem não tinha mais esperança  para sobreviver ao próprio caos – que pode ser interpretado por ele (a), como o fim de um relacionamento, crise política e econômica, dificuldades financeiras,  desemprego, perca de um membro querido, dificuldades para lidar com as suas emoções, uma doença mental, entre outras questões que envolvem a vida humana, e causam desgosto e falta de sentido e esperança. Mas que, no fundo, não queriam morrer, apenas acabar com o sofrimento!

É importante que todos saibam que não é somente a depressão que leva as pessoas a decidirem pelo fim das próprias vidas, a dificuldade para lidar com as dificuldades e frustrações impostas pela vida e o vazio existencial também podem motivar o desejo de não viver mais...

Se você conhece alguém,  amigo ou familiar, que já expressou o desejo de morrer, jamais menospreze a sua capacidade de realizar a tentativa de colocar fim à própria vida, é comum que a maioria das pessoas 'zombe' e não leve a sério tal comentário reduzindo-o a uma simples forma de chamar a atenção, ou conseguir algo que desejam, como, por exemplo continuar relação afetiva,  mas se, aliado ao comentário, a pessoa estiver passando por uma crise existencial, seja ou tenha sido vítima de bullying, esteja com problemas financeiros, tenha diagnóstico ou suspeita de alguma doença mental,  é possível que ela esteja falando sério e tentando receber cuidado e atenção para o extremo sofrimento vivenciado no momento. Portanto, esteja atenta(o) a frases como: “‘Eu vou colocar um fim nisso’, ‘Eu não aguento mais...’, ‘Não tenho outra saída’”, que anunciam a busca por uma solução, que para ela pode ser o suicídio! Neste caso, é importante oferecer apoio, acolher sem críticas e julgamentos, fazer perguntas abertas ao invés de oferecer conselhos que não farão sentido para ele(a) no momento. Além de buscar atendimento especializado, também é essencial afastá-la e supervisioná-la diante de armas de fogo ou branca, lugares altos de onde ela possa arriscar-se e não a deixar sozinha em hipótese alguma, para isso, conte com amigos e familiares. Sempre lembrando que o apoio é um fator de proteção muito importante.

PSICÓLOGA SANI NEVES. CRP 18/01332. Psicologia Clínica. Esp. Gestão em Saúde UAB/UFMT. Sexologia Clínica.  Constelação Familiar Sistêmica. Terapia EMDR. 65 999821308. 

Instagram:sanineves.psicologa
 

FONTE: Sani Neves

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