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PATRÍCIA BARROS

Terceira idade x autonomia

05/11/2019 10h30 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00


Patrícia Barros (*)

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões de pessoa até 2050; isso representará um quinto da população mundial.  No Brasil são consideradas idosas as pessoas a partir dos 60 anos de idade, e segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016 o país tinha a quinta maior população idosa do mundo. Em 2030 o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos.

Diante desses números, o governo precisa pensar em políticas públicas que possam atender de forma eficiente essa parcela da população.
Todo mundo quer envelhecer com saúde e ter autonomia para trabalhar, dançar, viajar e aproveitar sua aposentadoria depois de trabalhar durante muitos anos. Junto com essa preocupação, cada vez mais está sendo discutida a prevenção e promoção da saúde porque, apesar do fator genético, influenciam na longevidade os hábitos que temos durante toda vida como sedentarismo, má alimentação, fumar, beber, ou uso de drogas que influencia o surgimento de doenças.

Segundo pesquisa de Eduardo Ferriolli, médico e professor da Faculdade de Ribeirão Preto, os hábitos de vida são responsáveis por 70% dos fatores degenerativos. Já a genética, contribui com apenas 30%.

Com a rotina corrida, muitas vezes deixamos de nos alimentar corretamente. E se exercitar para quê? Muitos dizem “quando eu me aposentar, vou ter tempo para me cuidar”, mas o tempo passa e como consequências desses maus hábitos começam a surgir doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, entre outras que poderiam ser evitadas com uma alimentação balanceada e a prática de atividades físicas regulamente.

Sabemos que com o avanço da idade algumas tarefas consideradas básicas podem se tornar mais difíceis ou complicadas. Por isso é importante a prática de atividade física como, por exemplo, a musculação que é importantíssima para a manutenção e o fortalecimento da massa muscular. Além de alívio de dores, essa atividade ajuda na restauração do equilíbrio e redução de quedas, fortalecimento dos ossos, manutenção do peso corporal, controle da glicose, saúde mental e melhora do sono. 

O adulto que não está engajado em um programa de treinamento de força pode perder, aproximadamente, 400g a 500g de massa muscular por ano depois da quinta década de vida (NELSON et al., 1994). Existem cada vez mais evidências científicas apontando o efeito benéfico do exercício em um estilo de vida ativo na capacidade funcional e na autonomia física durante o processo de envelhecimento. 

Antes de começar qualquer atividade, é necessário o idoso passar pelo médico e também procurar um profissional de educação física, que vai orientar corretamente a atividade escolhida. Além de fazer bem à saúde, é importante a socialização do idoso, que muitas vezes prefere se isolar e viver na solidão. A família tem um grande papel de motivador para que a pessoa da terceira não fique sentada no sofá, assim iniciando uma vida mais ativa.
  
PATRÍCIA BARROS é personal trainer, especialista em Fisiologia do Exercício.
CREF 1868 G\MT.
 

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