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AMÉRICA DO SUL

Adversários criam 'pixuleco' de Cristina Kirchner na Argentina

No peito, há a data 18-1-15. É uma referência ao promotor Alberto Nisman, que encontrado morto em seu apartamento no dia 18 de janeiro de 2015

21/10/2019 18h02 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Adversários criam 'pixuleco' de Cristina Kirchner na Argentina

Reprodução

Um boneco inflável da ex-presidente Cristina Kirchner, da Argentina, foi colocado no domingo (20) na frente da Faculdade de Direito de Buenos Aires, onde ocorreu um debate entre os candidatos à presidência do país.

Ele é semelhante à figura do Pixuleco, que representava o ex-presidente Lula nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

O inflável de Cristina Kirchner também a mostra como uma presidiária.

No peito, há a data 18-1-15. É uma referência ao promotor Alberto Nisman, que encontrado morto em seu apartamento no dia 18 de janeiro de 2015. Ele havia acusado Cristina Kirchner de encobrir os culpados por um atentado terrorista contra um centro da comunidade judaica.

Em uma das mãos, há uma figura que representa Alberto Fernández –ele é o candidato a presidente na chapa em que Cristina é vice. O boneco segura uma mala de dinheiro com a outra mão.

Cristina Kirchner responde a 11 processos na Justiça da Argentina.

Peronista em primeiro

O primeiro turno das eleições na Argentina acontece no domingo (27). Fernández, o candidato da chapa de Cristina, é o favorito –ele pode ser eleito já nessa rodada.

Nas pesquisas, ele aparece com quase 20 pontos percentuais de vantagem sobre o atual presidente, Mauricio Macri.

O instituto de pesquisas online Clivajes disse que suas sondagens mostram que Fernández deve ficar com 53,7% das urnas no final do mês e Macri com 33,2%, o que espelha outras enquetes com resultados semelhantes.

A consultoria Ricardo Rouvier and Associates disse acreditar que a coalizão peronista Frente de Todos, de Fernández, vencerá a eleição por 52,3% a 34,3%. O instituto de pesquisas Trespuntozero vê uma diferença de 52,5% para 34,8% a favor de Fernández. Já o instituto de pesquisas Gustavo Cordoba & Associates prevê uma vitória de 50,3% a 31,8%.

A lei argentina diz que, para conquistar a presidência já em outubro, qualquer candidato precisa conseguir 45% dos votos ou 40% com uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre seu rival mais próximo.

FONTE: G1 MUNDO

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