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Após protestos e perdas de patrocínios CEOV desiste de Bruno

Bruno havia conseguido autorização da justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e cumprir o restante da pena em VG

Jefferson Oliveira

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22/01/2020 16h00 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Após protestos e perdas de patrocínios CEOV desiste de Bruno

TJ-MG

Uma contratação que estava sendo considerada a maior do futebol mato-grossense em 2020, acabou não indo adiante devido a manifestos e perdas de patrocínios do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV), que pretendia assinar contrato com o goleiro Bruno ex-Flamengo, ainda essa semana.

Segundo uma nota destinada a imprensa que passou a circular no início da tarde desta quarta-feira (22), o CEOV diz que não via mais contratar o goleiro multicampeão.

“Pelo presente, viemos comunicar que o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense não contratará o atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza", diz parte da nota emitida pelo clube e assinada pelo presidente.

A nota foi emitida menos de 24h após mulheres se reunirem em frente ao Estádio Dito Souza, para manifestar contra a contratação do atleta. O local escolhido pelas manifestantes, foi o estádio onde o CEOV estreou pelo Campeonato Mato-Grossense contra o Poconé e venceu a partida por 1 a 0.

Antes da partida as mulheres se reuniram em frente ao estádio e fizeram grito de guerra e mostraram cartazes contrária a contratação de Bruno que está em regime semiaberto após ser condenado a mais de 20 anos de reclusão.

Manifestantes reunidas em frente ao Estádio Dito Souza em Várzea Grande (Foto: Reprodução/TVCA)

Além do manifesto feminino, outra situação que fez com que o CEOV recuasse na contratação. A saída de três patrocinadores deixou a situação insustentável, tendo em vista que o clube necessita do dinheiro para arcar com viagens e folha salarial do time.

A cooperativa de crédito Sicredi e também a empresa de eletromóveis Martinello, que são patrocinadoras do campeonato já haviam manifestado que não queriam suas marcas estampadas na camisa do time, devido a negociação e possível contratação do jogador.

Já a Locar Gestão de Resíduos na terça-feira (21), também informou que estaria suspendo o patrocínio com o CEOV por tempo indeterminado. Na manhã de terça-feira, o jornal O Estado de Mato Grosso, havia recebido a informação que Bruno desembarcou no Aeroporto Internacional Marechal Rondon para enfim assinar contrato com o chicote da fronteira, mas com o recuo do time, a situação de Bruno agora será analisada pela justiça.

Bruno havia conseguido autorização da justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e cumprir o restante da pena em Várzea Grande, onde iria morar e trabalhar. Após a autorização do juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas da Comarca de Varginha (MG), ficou faltando apenas a decisão do Leonardo de Campos Costa e Silva Pitaluga, autorizando a transferência do goleiro para Mato Grosso.

Com a desistência do Operário, o processo de Bruno deverá retornar a Minas Gerais, onde o goleiro deverá continuar morando com sua família.

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