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Setor imobiliário tem perspectiva de mercado aquecido em 2020

Com juros baixos, a rentabilidade do aluguel está mais atrativa que investimentos mais arriscados e tem gente apostando nesse mercado

Priscilla Silva

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19/11/2019 05h00 | Atualizada em 19/11/2019 08h32

Setor imobiliário tem perspectiva de mercado aquecido em 2020

PxHere

Os investimentos no setor imobiliário estão em alta. O setor, que é o mais sensível às mudanças econômicas, registrou resultados positivos no último trimestre deste ano. Além da retomada de lançamentos, houve aumento na compra de imóveis e aquisição de financiamentos. Para os representantes do setor, a perspectiva é que o ano de 2020 inicie aquecido e favorável para quem quer investir em imóveis. 

“Está muito bom para o comprador, nunca esteve tão bom, porque tem juros baixos e parcelas de financiamento que batem com o valor do aluguel. Compensa fazer um sacrifício e arrumar uma entrada para comprar imóveis”, avalia Marco Pessoz, presidente do Sindicato de Habitação de Mato Grosso (Sicovi). 

O setor imobiliário é o primeiro a reagir ao reaquecimento da economia. O levantamento do terceiro trimestre de 2019 mostra aumento de 0,77% no número de compra de unidades, quando comparado ao mesmo período do ano passado. No período, foram 2.201 (2019) imóveis transacionados contra 2.184 (2018). 

“Isso é consequência imediata da taxa [Selic], mas tem outro fator importante acontecendo: a confiança do consumidor está voltando. As pessoas estão percebendo que podem fazer um compromisso mais longo”, acrescenta Marco.

A volta pela procura da unidade é marcada pela queda da taxa Selic, considerada a mãe da economia, que hoje está em 5% ao ano.  A redução da taxa provocou uma revolução nas taxas de juros dos financiamentos imobiliários, o que colocou o setor como o mais atrativo para os investidores. Os dados fazem parte do relatório de acompanhamento do mercado imobiliário elaborado pelo Sindicato de Habitação de Mato Grosso (Sicovi).

“Há pessoas que podem até ter recursos no banco, mas quando olham que há uma taxa de juros baixa, Selic baixa, se estão pensando em poupar, logo veem que não vão ter boa rentabilidade. Então, o cara olha outro tipo de investimento e o imóvel é o tipo de investimento do momento”, avalia Marco Pessoz. 

Retorno do aluguel já está maior que a renda fixa

Com os imóveis em alta, quem está disposto a arriscar pode contar com uma rentabilidade maior do que os investimentos de renda fixa. Além disso, o investidor mais atento ao mercado pode pagar o financiamento com o dinheiro do aluguel do imóvel. 

“Você tem a rentabilidade normal do aluguel, tem a valorização do imóvel e – dependendo da compra – você tem os dois lados: o rendimento mensal e a valorização do imóvel. Além da rentabilidade da locação, geralmente você tem um retorno maior do que a inflação. Hoje, está melhor ter um imóvel locado do que dinheiro no CDB, por exemplo. Imóvel é um ativo que está se valorizando neste momento, você pega na baixa e a tendência é subir”, avalia Marco Pessoz, presidente do presidente do Sindicato de Habitação de Mato Grosso (Sicovi).

As melhorias no setor também são sentidas pelos corretores de imóveis. “Houve um aumento de investimento de imóveis de pelo menos 20%. São pessoas que compram para investir e a tendência é que cresça, pois existe uma espera de quase 20 mil imóveis de alto padrão para comprar”, calcula Diogo Dsouza, proprietário de uma imobiliária em Cuiabá. 

Somado aos indicadores econômicos, o representante do setor ressalta que há uma retomada da confiança dos consumidores. A aprovação da reforma da Previdência e a promessa de outras mudanças no país são pontos que têm aumentado essa confiança. No entanto, a morosidade nas reformas em nível estadual impede uma retomada mais acelerado no setor.

“Ainda há desconfiança aqui em Mato Grosso. Por exemplo, o governo do Estado ainda não deu segurança ao consumidor. Os funcionários públicos ainda estão recebendo parcelado e não sabem quando vão receber o 13º. Isso gera insegurança, pois apesar de termos um cenário nacional legal, o estadual não acompanha”, pondera o presidente do Sicovi.

Após dois anos, mercado volta a lançar imóveis novos

Depois de um hiato de quase dois anos, novos imóveis voltam a aparecer em Mato Grosso. Lançamento de unidades voltadas para o público que está fora da faixa de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida foram retomados no segundo semestre deste ano. A falta de novidades no mercado fez com que o terceiro trimestre de 2019 registrasse um aumento na procura por imóveis antigos.

Chama atenção o fato de aumento dos imóveis financiados, sendo que o número de imóveis novos caiu porque não tem mais novos para entregar. Se fizermos uma pesquisa com o passado, vemos que é a época que teve o menor número de imóveis financiados novos”, ressalta Marco Pessoz, presidente do presidente do Sindicato de Habitação de Mato Grosso (Sicovi).

A vacância de imóveis em 2019 era esperada. Ela é o resultado da crise econômica que ‘parou’ o setor entre os anos de 2015 e 2016. Apenas os empreendimentos voltados para o programa Minha Casa, Minha Vida não sofreram queda, pois as regras para concessão de crédito permaneceram as mesmas. 

“Quem estava fora desse nicho ficou até mais de 24 meses sem lançar nada. Agora estão voltando de forma mais cautelosa, com uma média de dois ou três empreendimentos por ano, enquanto que antes era uma média de 13”, recorda Marco.

Conforme o levantamento do terceiro trimestre deste ano, feito pelo Sicovi, das 2.201 unidades compradas, apenas 220 eram novas. Apesar da preferência nacional por imóveis novos, há vantagens na compra de usados. 

“Culturalmente o brasileiro gosta do novo, mas, às vezes, analisando friamente, o usado é melhor. Sai mais barato e você já recebe com os móveis embutidos. Já o novo você paga mais caro e ainda tem que mobiliar”, explica Marco.

 

 

 

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