ECONOMIA

Nem coronavírus reduz o preço dos combustíveis em Mato Grosso

Preço do barril do petróleo continua a registrar quedas recordes. Situação, no entanto, até agora não teve efeito prático no bolso dos consumidores

Márcio Camilo

Jornalista

17/03/2020 12h31 | Atualizada em 19/03/2020 10h41 1 comentario

Nem coronavírus reduz o preço dos combustíveis em Mato Grosso

Reprodução Internet

Nem o efeito coronavírus, nem a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia serviram para baixar de maneira significativa os preços da gasolina nas últimas quatro semanas. Em Mato Grosso houve uma queda irrisória de quatro centavos nos postos de combustíveis pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A queda foi registrada num período que compreende 28 dias, entre a semana do dia 16 a 22  de fevereiro até a semana de 8 a 14 de março. Nesses dias, o preço médio da gasolina na bomba, conforme a ANP, variou de R$ 4,743 a R$ 4,703.

Entre as cidades estudadas Cuiabá foi a que menos apresentou redução. A queda média de preço registrada foi de apenas um centavo.

Já Rondonópolis foi a cidade que mais apresentou redução do preço da gasolina ao consumidor: 10 centavos nas últimas quatro semanas.

No Nortão, em cidades como Sorriso e Sinop, a redução média não passou de três centavos nos postos de combustíveis.

Conforme o SindiPetróleo Mato Grosso a queda, embora irrisória, foi uma decisão de mercado, dos donos dos postos de combustíveis, já que não houve redução dos preços das distribuidoras que revendem os combustíveis para os postos.

A ANP produz semanalmente relatórios sobre os preços dos combustíveis aos consumidores em todo país. A análise leva em conta os preços médio, mínimo e máximo aos consumidores. A agência também mede a cotação dos preços das distribuidoras aos postos de combustíveis. Consulte AQUI.

Na semana passada, o preço do petróleo Brent registrou uma queda drástica de 30%. Os principais motivos apontados pelos especialistas foram o coronavírus, que provocou um choque na oferta e demanda com pessoas consumindo menos produtos; e a guerra de preços do barril do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita - os maiores exportadores globais do combustível fóssil.

Isso deixou o mercado financeiro mundial em alerta máximo preocupado com uma nova recessão parecida com a crise do mercado imobiliário de 2008.

Nesta segunda (16), os preços do petróleo continuaram abaixo da marca de US$ 30 por barril, seguindo as quedas registradas nas últimas quatro semanas. No entanto, a redução ainda não teve efeito prático para o bolso do consumidor.

FONTE: DA redação, O Estado de Mato Grosso

1 COMENTÁRIO

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  1. É uma vergonha isso, que governador ladrão, nunca mais terá meu voto e da minha família, desgraçado!!

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