AUMENTO NOS PREÇOS

'Consumidor não vai cair em joguinhos', diz Mendes

Mendes voltou a defender a mudança na cobrança do ICMS e o reajuste de algumas alíquotas como uma forma de acabar com os privilégios que alguns setores tinham devido a incentivos ilegais

13/01/2020 16h01 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

'Consumidor não vai cair em joguinhos', diz Mendes

Gilberto Leite | OEMT

A decisão de vários setores do comércio em aumentar os preços de suas mercadorias após as mudanças na cobrança de ICMS foi classificada pelo governador Mauro Mendes (DEM) como um ‘joguinho’, que pode acabar mal para quem adotou esse expediente, em sua avaliação. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (13), em conversa com a imprensa.

“Olha, há sempre uma forma das pessoas questionarem e espernear. Essa conversa passa, o mercado é competitivo, as pessoas compram pela internet, compram fora do Estado. Hoje o consumidor é muito sabido. Então, quem quiser fazer esse joguinho de aumento de preços pode dar com os burros n’água, porque o consumidor é muito esperto e é muito fácil hoje você pesquisar preço aqui em Mato Grosso e em todo o Brasil”, disse.

Mendes voltou a defender a mudança na cobrança do ICMS e o reajuste de algumas alíquotas como uma forma de acabar com os privilégios que alguns setores tinham devido a incentivos ilegais, citando especificamente o comércio.

“Existe uma inverdade colocada aí, quando diz que houve aumento de ICMS, teve redução de incentivo fiscal. Nós estamos reduzindo os incentivos fiscais dados ao comércio, diga-se de passagem, nós já falamos isso claramente, alguns deles, foi confessado por um ex-governador que foi vendido a determinados setores aqui de Mato Grosso. Eu não manter um incentivo fiscal que foi comercializado para determinados setores”, disse Mendes, referindo-se à delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (MDB), que segue sob segredo de Justiça.

A LEI - Aprovada pela Assembleia Legislativa após um longo e intenso debate, a Lei Complementar estadual nº 631/2019 fez uma série de alterações na forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de revogar e reajustar vários benefícios fiscais que existiam no estado.

Ao entrar em efeito no começo deste ano, a lei foi duramente criticada pelos comerciantes, especialmente dos setores de materiais de construção, combustíveis, atacadistas e distribuidores de supermercados e farmacêuticos. Eles pontuaram que haveria a necessidade de aumentar os preços em até 37%, argumento que foi contestado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), para quem os reajustes não devem ultrapassar 4,3% sobre os preços finais dos produtos.

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