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SAÚDE PÚBLICA

Prefeito Emanuel Pinheiro inaugura Hospital Municipal de Cuiabá

A sexta e última etapa inaugurada consiste na entrega de 20 leitos de UTIs, cinco salas cirúrgicas, centro de esterilização e um heliponto

Felipe Leonel

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19/11/2019 08h37 | Atualizada em 19/11/2019 08h50

Prefeito Emanuel Pinheiro inaugura Hospital Municipal de Cuiabá

Gilberto Leite

Após 40 anos de inauguração do Pronto Socorro, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), deu mais um passo para retirar a saúde Mato Grosso da UTI e iniciou um novo ciclo. Inaugurado na noite desta segunda-feira (18), o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Dr. Leony Palma de Carvalho tem capacidade para 35 mil atendimentos ao mês e 21 mil m² de área construída.

A unidade é o maior complexo hospitalar do Centro-Oeste e é considerado o terceiro melhor hospital do Brasil, dentre privados e públicos, de todo o Brasil. De acordo com Emanuel, o HMC está equipado com equipamentos de ponta. “Por ser público, tem obrigação de ser melhor do que o privado, porque o dinheiro é do contribuinte”, disse o prefeito.

O prefeito ainda garante que a equipe de atendimento, da recepção aos técnicos de enfermagem, está treinada para oferecer um atendimento humanizado aos pacientes. “Aqui é uma unidade de saúde, você tem que ter sensibilidade de que quem vem para cá, não vem como se fosse uma festa, a pessoa já vem emocionalmente abalada”, afirmou.

Iniciada em meados de 2015, na gestão do então prefeito Mauro Mendes (DEM), hoje governador do Estado, a obra enfrentou diversos percalços no caminho para ser concluída, o maior deles: a falta de recursos. Na avaliação de Pinheiro, a obra só foi concluída em razão do repasse de R$ 100 mi do programa ‘Chave de Ouro’, do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Para viabilizar os recursos, Pinheiro destacou a atuação do ex-ministro de Agricultura e ex-senador, Blairo Maggi, que apresentou o projeto do hospital ao presidente da república. Além disso, o prefeito considerou determinante a atuação do senador Wellington Fagundes (PL), juntamente com bancada de Mato Grosso, para viabilizar os recursos “a fundo perdido”.

Desde que assumiu a gestão, o prefeito mudou o seu gabinete para a nova unidade de saúde em um ato simbólico para pressionar os responsáveis pela construção para dar mais celeridade na obra, que estava com pouco mais de 30% concluída. Além disso, o prefeito precisou de cinco meses para sanar algumas irregularidades e dar continuidade.

Solenidade de inauguração

Durante a solenidade Emanuel disse que essa é a sexta e última etapa que faltava para entregar o HMC 100% a população.

“Essa sexta e última etapa consiste em 20 leitos de UTI’s, cinco salas cirúrgicas, um centro de materiais de esterilização, além do heliponto fechando a última parte e nesta terça-feira (19), às 07h da manhã o novo Pronto-Socorro começa a funcionar aqui dentro do HMC”, disse Pinheiro.

Ainda com o funcionamento em etapas Emanuel revelou para a imprensa que já foram realizados 32 mil procedimentos na unidade, e que a estimativa é de aproximadamente 600 mil procedimentos por ano a partir de 2020.

Serão atendidos na unidade os casos de urgência e emergência a partir de terça-feira, desafogando o antigo Pronto-Socorro localizado na Avenida General Valle na região central de Cuiabá.

“Com relação ao atual Pronto-Socorro, eu vou deixar uma equipe orientada pelos técnicos durante 100 dias de urgência e emergência pelo condicionamento das pessoas individuais, como por exemplo, um acidente ou atropelamento ela seja levada imediatamente ao Pronto-Socorro, pois são 40 anos o PS condicionado na General Valle, até a população se acostumar com o novo Pronto-Socorro aqui atrás do Centro de Eventos”, detalhou o prefeito.

Ainda na solenidade, Emanuel revelou que este é um momento de satisfação, alegria e dever cumprido com a entrega da nova unidade hospitalar.

“Essa é maior obra da história da saúde pública de Mato Grosso, iniciada pelo então prefeito Mauro Mendes e que foi dada sequência na nossa gestão com muita luta, muito trabalho e muito apoio. Tivemos apoio da bancada federal, apoio do então governador Pedro Taques que cumpriu o compromisso do estado de fechar em R$ 50 milhões, do ministro Blairo Maggi, o grande responsável pela liberação de R$ 100 milhões do chave de ouro e também tivemos apoio do senador Wellington Fagundes e do ex-presidente Michel Temer que acreditou no projeto, acreditou na proposta e nos liberou R$ 100 milhões para concluir, equipar e mobiliar o novo Pronto-Socorro”, salientou Emanuel Pinheiro.

Após algumas trocas de farpas entre Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes no decorrer da obra, o prefeito apaziguou a situação e disse que a presença de Mauro no lançamento é uma honra.

“É uma honra muito grande recebe-lo e não poderia deixar de comparecer, até porque ele que deu início a essa obra e além de tudo é o nosso governador. Fiz o primeiro convite e ele não poderia vir, mas se adequou a agenda e está aqui que é um motivo de muita alegria. Nunca teve guerra ou rixa entre a gente, apenas divergências de opiniões”, sintetizou.

Já o governador Mauro Mendes também reforçou o momento de alegria que o estado vive com a inauguração do HMC e relembrou os primeiros momentos da idealização do projeto em 2013 até a sua conclusão nesta segunda (18).

“Parabenizo o prefeito por ter dado continuidade a essa obra, e hoje é um momento de alegria para todos da saúde pública ao ver conclusão deste que é o maior hospital na atualidade na nossa capital”, parabenizou Mauro.

Aproveitando a oportunidade, o governador disse que na próxima semana irá apresentar a toda a população o edital de lançamento e cronograma do hospital central que está a mais de 30 anos parado, e terá 23 mil m² construídos, passando a ser o maior do estado e solucionar o problema atualmente encontrado no Hospital Júlio Muller.

A obra

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) teve sua construção iniciada em meados de 2015 e custou cerca de R$ 180 milhões para realização da obra física e aquisição de equipamentos. Somado a isso, a licitação para realização de diversos serviços na unidade utilizou cerca de R$ 70 milhões. A obra terá um custo operacional de cerca de R$ 10 milhões ao mês.

O HMC possui 315 leitos e 21 mil metros quadrados de construção. Além disso, o hospital possui o maior Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Centro Oeste. No local serão atendidas mais de 15 especialidades, como: urologia; ortopedia; pediatria; psiquiatria; ginecologia; dentre outras. O hospital opera com 100% de capacidade a partir desta terça-feira (19).

 

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