PUBLICIDADE
TAMANDUÁ-MIRIM

Bombeiros desmontam peças de carro para resgatar tamanduá em motor em MT

A situação ocorreu na Rua Jambeiros, no bairro Itaúbas, em Sinop. O carro, modelo Corolla, estaria estacionado

18/11/2019 10h24 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Bombeiros desmontam peças de carro para resgatar tamanduá em motor em MT

Reprodução

Um tamanduá-mirim foi resgatado depois de ficar preso no motor de um carro no sábado (16) em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Segundo o Corpo de Bombeiros de Sinop, a motorista do veículo ouviu um barulho no capô e encontrou o animal no compartimento do motor.

A situação ocorreu na Rua Jambeiros, no bairro Itaúbas, em Sinop. O carro, modelo Corolla, estaria estacionado.

Uma mulher, proprietária do automóvel, ouviu o barulho e, ao abrir o capô, encontrou o tamanduá.

Tamanduá foi retirado do carro em segurança e sem ferimentos — Foto: Corpo de Bombeiros de Sinop/Divulgação

Tamanduá foi retirado do carro em segurança e sem ferimentos — Foto: Corpo de Bombeiros de Sinop/Divulgação

Os bombeiros foram chamados e tiveram que desmontar algumas peças do veículo para chegar até o tamanduá. O animal foi retirado em segurança e sem ferimentos.

Tamanduá foi colocado em caixa de transporte e solto em área de preservação em Sinop — Foto: Corpo de Bombeiros de Sinop/Divulgação

Tamanduá foi colocado em caixa de transporte e solto em área de preservação em Sinop — Foto: Corpo de Bombeiros de Sinop/Divulgação

De acordo com os bombeiros, o tamanduá aparentava estar saudável e foi solto imediatamente em uma área de proteção permanente.

Tamanduá-mirim

Para se alimentar, o Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) utiliza uma técnica bastante simples: vale-se de suas fortes garras (quatro ao todo) para fazer buracos no cupinzeiro e, com a língua pegajosa, capturar os insetos, guiado sobretudo por um olfato apuradíssimo, que compensa as fracas visão e audição.

Este animal é também frequentemente ameaçado por outras ações do homem, direta ou indiretamente, como os atropelamentos em rodovias próximas ao seu ambiente natural, e ao frequente ataque de cães domésticos.

O grande problema é que, em função de seus baixos níveis metabólicos, o tamanduá-mirim tem longos períodos de gestação e um número reduzido de crias, daí a preocupação constante com o seu bem-estar.

Em função de seus hábitos noturnos, dificilmente é visto de dia. São indivíduos essencialmente solitários, que só encontram um par na época do acasalamento. Tanto que de 350 a 400 hectares pode-se encontrar dois animais da mesma espécie.

Como característica física principal, ele possui cabeça, pernas e parte anterior do dorso com uma coloração típica, amarelada. Já o restante do corpo é negro, formando uma espécie de colete. O tamanduá-mirim peso até 5 quilos e vive aproximadamente 9 anos.

FONTE: G1

Comente, sua opinião é Importante!