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SEMANA DO PROFESSOR

Alunos contam como professores mudaram suas vidas

O Estado de Mato Grosso foi às ruas ouvir histórias de pessoas que carregam com carinho em seus corações os mestres educadores

Valquiria Castil

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19/10/2019 14h23 | Atualizada em 19/10/2019 14h15

Alunos contam como professores mudaram suas vidas

Reprodução - Internet

Formadores de pessoas e profissões, os professores já fizeram ou ainda fazem parte da sua rotina. Desde a alfabetização até a formação técnica ou profissional, são os educadores que auxiliam no aprendizado através de fórmulas e experiências que marcam a nossa vida. A reportagem esteve nas ruas para extrair um pouco de histórias de vida que foram marcadas por esses profissionais da educação.

Sentada na Praça Alencastro estava a estudante de Letras Gabriela Ramos, 17 anos. Apaixonada por ensinar e com um grande desejo de gerar mudanças, a jovem conta que escolheu a faculdade inspirada pela professora de português Marlene. “Ela marcou muito a minha vida. Sempre gostei muito de ler, escrever, interpretar textos, mas com ela ficou melhor. O método dela [de ensinar] era diferenciado”, relata.

Na ocasião Gabriela morava no Distrito do Manso, onde as dificuldades para chegar à escola são muitas. Mas com o desejo de aprender mais com as aulas da professora Marlene, os alunos se esforçavam ao máximo para estarem presentes. “Era muito complicado e ela fez todo mundo se encantar com o português. Meu sonho é passar o que eu aprendi com ela e com os demais [professores], algo que faça os alunos terem interesse”, deseja Gabriela que agradece a Marlene e ao pai “professor da vida” que a incentivou a abraçar a profissão.

Juntas estavam também a pequena Clara Beatriz, 5 anos, e a mãe Ester Nascimento, 20 anos. A menina espoleta e desinibida conta que tem uma professora e uma ajudante na creche onde estuda a pré-escola. “Gosto muito da tia Tacília. Ela me ensina a ler, escrever e contar, mas esse só sei um pouquinho”, admite e em seguida mostra com um gesto no ar que sabe a primeira letra do seu nome C.

Muito esperta, Clara disse que assim que completar 6 anos irá trocar de sala, mas que gostaria de continuar com a mesma professora. Para a mãe, a educação desde a primeira infância é muito importante e após ter parado de estudar reconhece a diferença que isso faz em sua vida. “Para eu chegar até aqui passei por muitos professores que agregam no meu aprendizado. Ainda estou no 2° ano do ensino médio e sei que ainda tenho muito a aprender”, afirma Ester.

O jovem Felipe Vinicius de Almeida, 24 anos, devido a muitas mudanças de cidade, estuda através da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ele reconhece os ensinamentos como uma forma de “se preparar para a vida para um futuro melhor”. A professora que marcou a vida do rapaz se chama Antônia e ele considera que a educadora foi muito mais que a professora de português.

“Da escola de onde vim, os professores não tinham a dedicação que ela tinha para ensinar. Me ensinou a ler e escrever, comprou meu uniforme quando eu não tinha dinheiro e também me apoiou em muitas coisas pessoais que eu passei. Ela foi companheira”, define Felipe. Ao reconhecer o amor e o carinho com que a professora trabalhava, ele também defende a luta da categoria por melhores condições. “Muitas vezes eles dão aula além do horário e quando vão receber têm o salário atrasado. Isso é complicado para qualquer trabalhador”.

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