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MANIFESTO FEDERAL

Ato realizado é contra privatização das universidades federais

O ato é contra os cortes orçamentários e contra a Reforma da Previdência

Jefferson Oliveira

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13/08/2019 16h37 | Atualizada em 13/08/2019 17h05

Ato realizado é contra privatização das universidades federais

Gilberto Leite

Aconteceu na tarde desta terça-feira (13), em Cuiabá, um ato que segue agenda nacional, de manifesto contra o governo federal, que na visão dos sindicalistas, professores e alunos das universidades pretende privatizar as instituições públicas de ensino superior. O ato é contra os cortes orçamentários e contra a Reforma da Previdência.

Pouco mais de 100 pessoas estiveram reunidas em frente a Praça Alencastro cobrando pela manutenção da universidade pública. Não só o governo federal, como também o governo do estado e Prefeitura de Cuiabá, foram alvos dos manifestantes.

“Estamos aqui reunidos contra o governo federal, o governo do estado e prefeitura de Cuiabá, que tem infringindo nossos direitos. A educação tem sofrido há muito tempo uma pressão para retirada de direitos e nos últimos tempos tem firmado ainda mais essa pressão”, disse a estudante Maiara Figueiredo.

Flávia Geane, do Sinasefe também relatou que é contra os cortes da educação e também é contrária a reforma da previdência, e busca no ato chamar a atenção da sociedade pelos problemas enfrentados por professores e alunos da rede pública.  

“A gente veio para dizer não ao corte da educação, não a reforma da previdência, sim a mais investimentos na educação, sim a melhor qualidade de vida do trabalhador. Educação não é mercadoria, nós não vamos aceitar esse tipo de ataque. Estamos aqui para mostrar para o trabalhador e para o povo brasileiro, que o Brasil é nosso e não desses políticos que tentam vender a educação. Isso é um absurdo”, detalhou.

Para Gabriel Santos, representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), falou também sobre um possível golpe do governo federal com a reforma da previdência.

“Vamos denunciar também o golpe sobre os trabalhadores com a reforma da previdência, que certamente vai atingir principalmente os trabalhadores. A nossa população ainda não tem clareza do que está acontecendo, mas a reforma da previdência não oportunizará que a maioria da classe trabalhadora, possa se aposentar, e é por isso também que estamos nas ruas para denunciar esse golpe do Congresso Nacional do César Maia e do presidente Bolsonaro”, sintetizou.

“Os ataques a educação pública também serão denunciados, pois a Universidade federal de Mato Grosso (UFMT), nunca esteve em uma situação tão dramática. O corte de energia recentemente é só a ponta do iceberg. A reitoria já anunciou que não tem recursos e condições e que corremos o risco de não ter atividades de ensino em breve”, completou.

Pregando o mesmo discurso de defesa da educação, José Domingues Filho, esteve no manifesto e disse que a principal bandeira defendida é em defesa da educação e contra os cortes anunciados pelo governo.

“Estamos em defesa das universidades há quase 40 anos, da destruição que vem acontecendo paulatinamente, e que nesse momento chegou ao limite absurdo com o governo Bolsonaro. Mentir ou não, hipocrisia ou não, os governos anteriores tiveram suas ações, mas nunca chegaram ao limite de ser contra esse pensamento de educação. Arrumar um ministro que não entende nada e atacar as universidades. Em local nenhum do mundo faz isso. Na época da guerra fria, pode-se dizer que de Moscou a Nova York independente de quem era a ideologia, a universidade é o local que vai formar o pessoal para tocar a sociedade, e aqui estão resolvendo destruir tudo”, sintetizou.

Para completar, José diz que um dos pouco locais onde o imposto da população é bem aproveitado, são nas universidades federais.

“A educação no caso da universidade pública é um dos poucos locais onde o imposto do cidadão é devolvido através da educação e você ainda corta mais isso, se já não bastasse da saúde, da segurança, então é o pior momento e vamos resistir para tentar evitar a destruição que o governo pretende com esse projeto que veio até com nome subliminar “Future-se”, pois não é futuro de nada e sim destruição com o tempo”.

A paralisação foi convocada inicialmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e foi incorporada ao calendário do ANDES-SN durante o 64º Conad.

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