EM ESTUDO

Óleos extraído de jacaré-do-pantanal são usados para fins terapêuticos

Desenvolvimento do produto ainda demanda pesquisas que garantam a extração economicamente viável e segurança no uso vivo.

21/08/2020 13h08 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Óleos extraído de jacaré-do-pantanal são usados para fins terapêuticos

Reprodução

Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) estão desenvolvendo uma pesquisa com o objetivo de analisar dois óleos extraídos de subprodutos do abate do jacaré-do-pantanal como forma de uso terapêuticos.

O estudo é coordenado pelo professor Leandro Nogueira Pressinnotti, com fomento do Governo do Estado através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat),

Estudos internacionais verificaram a eficácia do óleo de Crododylus siamensis (crocodilo-siamês) na cicatrização e atividades anti-inflamatória e antimicrobiana do óleo de Crocodylus nilocoticus (crocodilo-africano).

Partindo disso, os pesquisadores da Unemat passaram a analisar os óleos extraídos da glândula paracloacal do jacaré-do-pantanal com potencial antimicrobiana, e das vísceras que não apresentaram toxicidade para células in vitro, tornando-o um recurso com potencial terapêutico.

No entanto, segundo a universidade, o desenvolvimento do produto ainda demanda pesquisas que garantam a extração economicamente viável e segurança no uso vivo, pois todo o estudo é feito de aproveitamento de um descarte das zootecnias de jacarés do pantanal.

“Ele é rústico e tolera condições bastante desfavoráveis. Nesse sentido, pode estar associado a microorganismos potencialmente patogênicos (agente infeccioso ou etiológico animado) aos humanos. Por isso, é necessário a pesquisas sobre segurança dos extratos”, explica.

De acordo com os pesquisadores, os próximos passos da pesquisa incluem a aferição de citotoxicidade e potencial de cicatrização in vivo por esses óleos.

O uso da fauna para fins terapêuticos é uma prática antiga buscando agregar valores aos produtos naturais. Com isso, surge a bioprospecção, que comunga as áreas econômicas e biológicas, diversificando as oportunidades terapêuticas com a finalidade da descoberta de novos compostos químicos potencialmente úteis à sociedade.

O trabalho é auxiliado por Lucas Polizzeli Azevedo e Natasha Rayane de Oliveira Lima, alunos de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Unemat, e já possui dois artigos científicos internacionais publicados, um na Science Direct e um na Revista Ibero-Americana de Ciências Ambientais.

FONTE: G1

Comente, sua opinião é Importante!