RELEMBRE O CASO

Amigos e familiares fazem carreata em homenagem á Isabele

Isabele Guimarães Ramos foi morta no dia 12 de julho supostamente por um tiro acidental disparado por uma amiga, também de 14 anos, em um condomínio de luxo de Cuiabá.

13/08/2020 10h47 | Atualizada em 13/08/2020 10h50

Amigos e familiares fazem carreata em homenagem á Isabele

Reprodução

Amigos e familiares da adolescente Isabele Ramos, de 14 anos, morta com um tiro na cabeça em um condomínio de luxo, em Cuiabá, fizeram uma carreta na noite dessa quarta-feira (12) em homenagem ao um mês da morte da morte da garota.

A menina foi morta no dia 12 de julho supostamente por um tiro acidental disparado por uma amiga, também de 14 anos, em um condomínio da capital.

O G1 tenta localizar a defesa da família do empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que afirmou ter atirado acidentalmente na amiga.

Eles se concentraram em frente ao condomínio e levaram balões brancos e cartazes pedindo paz e justiça. A carreata seguiu pelas principais ruas e avenidas de Cuiabá.

Laudos
Um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a pessoa que matou Isabele estava com a arma apontada para o rosto da vítima, a uma distância que pode variar entre 20 e 30 cm, e a 1,44m de altura.

Marcelo Cestari, chegou a ser preso após a polícia encontrar sete armas na casa da família, sendo que duas delas não tinham registro.

Conforme o documento da Politec, Isabele encontrava-se no interior do banheiro da suíte localizada na parte superior da casa da amiga.

Em momento seguinte, o atirador postou-se na região interior do banheiro, na parte esquerda, com a pistola apontada para a face da vítima, contra a qual efetuou disparo acionando o gatilho. A vítima foi atingida no nariz pelo tiro, que transfixou a sua cabeça.

E o laudo de balística da Politec atestou que o tiro que matou Isabele Ramos não foi disparado acidentalmente.

O caso
A situação ocorreu por volta de 22h30 de 12 de julho em um condomínio de luxo localizado no Bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

O advogado da família da adolescente que efetuou o disparo, Rodrigo Pouso, explicou que o pai da suspeita do tiro acidental estava na parte inferior e pediu para que a filha guardasse a arma no andar superior, onde estava Isabele.

A adolescente pegou o case – uma maleta onde estavam duas armas – e subiu obedecendo ao pai. Apesar de estar guardada, a arma estava carregada.

Segundo o advogado, uma das armas caiu no chão e a adolescente tentou pegar, mas se desequilibrou ao levantar e o objeto acabou disparando

A menina negou que brincava com a arma ou que tentou mostrar o objeto para a amiga.

Praticante de tiro
As duas famílias, a da adolescente que disparou, e a do namorado dela praticam tiro esportivo.

A Federação de Tiro de Mato Grosso (FTMT) disse que a adolescente que matou a amiga é praticante de tiro esportivo há pelo menos três anos.

Segundo a federação, o pai e a menina participavam das aulas e de campeonatos há três anos. Os nomes deles constam nos grupos, chamados 'squads', que participavam das competições da FTMT.

Outros membros da família também participavam desses grupos e praticam o esporte.

O advogado da família contestou a informação e afirmou que a adolescente praticava o esporte há apenas três meses.

FONTE: G1

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