PANDEMIA

Nº de internados por Covid em SP é o 2º maior desde o início da pandemia

O valor é o segundo maior desde o início da pandemia. Número de pacientes internados leva em conta casos suspeitos e confirmados em UTI e enfermaria.

08/07/2020 15h52 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Nº de internados por Covid em SP é o 2º maior desde o início da pandemia

Reprodução

O estado de São Paulo tem 14.342 pacientes internados com sintomas de Covid-19 nesta quarta-feira (8). O valor é o segundo maior desde o início da pandemia: o recorde de pacientes internados ao mesmo tempo ocorreu no último domingo (5), com 14.904 pessoas com confirmação ou suspeita de coronavírus nas UTIs e enfermarias do estado.

Nesta quarta, o governo anunciou o retorno dos jogos do Campeonato Paulista para 22 de julho. Os estádios devem estar sem torcida e os clubes vão disputar as partidas em cidades que estão na fase amarela de flexibilização. Na segunda-feira (6), bares e restaurantes voltaram a funcionar na capital paulista após 104 dias.

Segundo a secretaria estadual da Saúde, desde o início da pandemia já foram registradas 16.788 mortes por coronavírus e 341.365 casos confirmados. Desses casos confirmados, 142.360 são casos ativos, ou seja, pessoas que ainda manifestam a doença neste momento. Foram confirmadas 313 novas mortes e 8.657 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas em todo o estado.

As novas confirmações informadas não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores nos finais de semana e às segundas-feiras, devido ao atraso nas notificações nestes dias.

Veja novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:

313 mortes
8.657 casos confirmados
Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:

16.788 mortes
341.365 casos confirmados
Na última semana, o estado bateu recorde na quinta-feira (2) de novos casos confirmados de um dia para o outro. Foram 12.244 casos incluídos em 24h. O governo anunciou que prevê, que até 15 de julho, o estado terá entre 18 mil e 23 mil mortes causadas pela doença e de 335 mil a 470 mil casos confirmados.

Embora já exista sinal de estabilidade de novos casos e mortes na capital, a doença continua avançando no interior do estado. Neste domingo (5) a taxa de ocupação de leitos de UTI da Grande SP foi ligeiramente menor do que o registrado no resto do estado pela primeira vez.

No início da pandemia, a taxa da Grande SP era muito superior a do resto do estado. Com a interiorização da doença, os índices foram se aproximando.

Nesta quarta a taxa de ocupação de leitos de UTI teve leve alta e foi para 64,5% no estado e 63,5% na Grande São Paulo. Na terça, os índices eram de 64,3% no estado e 63,4% na Grande São Paulo.

O número total de pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 no estado subiu para 14.342, sendo 5616 em UTI e 8726 em enfermaria. Na terça, eram 13.885, sendo 5.618 em UTI e 8.267 em enfermaria.

Além das altas hospitalares de pacientes internados com Covid-19, o governo de SP passou a divulgar, desde quarta-feira (1), também o número de recuperados com quadros leves da doença.

Segundo a secretaria, nesta terça, são 199.005 pessoas recuperadas da doença no estado. O número contabiliza pessoas que estiveram internadas e receberam alta hospitalar. Ainda de acordo com a pasta, os demais 49.826 recuperados são pessoas que tiveram diagnóstico positivo da doença, mas não precisaram de internação por apresentarem quadros leves.

Mortes por semana
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), destacou em coletiva de imprensa nesta segunda a leve queda no total de novos óbitos por Covid-19 por semana no estado.

“Pela segunda semana consecutiva o estado de São Paulo tem queda no número de óbitos. Houve uma diminuição de 36 óbitos na semana que acabou neste último domingo, em relação à semana passada. De domingo à sábado da semana anterior tivemos 1769 óbitos. Nesta última semana foram 1.733”, disse Doria.
O total de mortes por semana, no entanto, ainda está acima do verificado há duas semanas, quando houve uma alteração na tendência de desaceleração e os dados semanais bateram recordes.

Foram 1.733 mortes na última semana, uma queda em relação à semana anterior, com 1.769, mas ainda muito acima do verificado antes do recorde de 1.913 mortes em sete dias. Antes desse recorde, o valor se manteve em torno de 1,5 mil óbitos semanais por 3 semanas consecutivas.

FONTE: G1

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