MOBILIDADE URBANA

Estudo dará diretrizes sobre VLT

Governo contrata empresa por R$ 464 mil para apresentar informações sobre a viabilidade econômico-financeira de implantação do modal

Tarley Carvalho

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27/11/2019 07h00 | Atualizada em 29/11/2019 18h55

Estudo dará diretrizes sobre VLT

Gilberto Leite | OEMT

Um novo estudo sobre a viabilidade de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) será realizado nos próximos 90 dias. O comunicado foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem, terça-feira (26). O estudo será realizado pela empresa Oficina Engenheiros e Consultores Associados Ltda., contratada pelo valor de R$ 464,4 mil.

O levantamento terá como principal função atualizar números do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. Nesse estudo, serão considerados a quantidade de passageiros, suas origens e destinos. Em termos práticos, isso quer dizer que o estudo deverá apresentar informações sobre onde o usuário pega o ônibus e onde ele desce, onde faz integração, o tempo que leva e o fluxo dos carros.

Esse estudo se mostrou necessário porque o último levantamento foi feito na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), com base em dados de 2010, já desatualizado há bastante tempo.

O estudo foi encomendado pelo Grupo de Trabalho sobre o sistema de mobilidade urbana da região metropolitana de Cuiabá, o “GT Mobilidade Cuiabá”, composto por representantes da Caixa Econômica Federal (CEF) e dos governos federal e estadual.

Além de verificar a viabilidade de implantação do VLT, o estudo também apresentará dados referentes à possibilidade de implantar o BRT, sigla estadunidense para Transporte Rápido por Ônibus.

A licitação que sagrou a empresa vencedora foi realizada na manhã de segunda-feira (25). O processo se deu de forma rápida devido à sua modalidade, do tipo “Tomada de Preço”. A empresa foi contratada ao apresentar a melhor proposta, bem abaixo do preço referência da licitação, estipulado em R$ 721 mil.

Apesar de o serviço contratado ter período de execução de 90 dias, o contrato prevê vigência de 180 dias. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o estudo foi uma exigência da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob), vinculada ao Ministério de Desenvolvimento Regional, que coordena o GT.

O levantamento vai servir de parâmetro para que o grupo indique ao governador Mauro Mendes (DEM) qual o melhor modal de transporte coletivo a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande, as duas maiores cidades do estado.

RESUMO DA NOVELA

O VLT faz parte do pacote de mobilidade urbana pensado para a capital Cuiabá quando esta foi escolhida uma das sedes da Copa do Mundo 2014. Programado para ser inaugurado antes do Mundial, até hoje o modal não se tornou realidade.
Esquemas de corrupção, ineficiência do governo e de empresas resultaram numa obra começada, mas não concluída, com os esqueletos a céu aberto nas duas maiores cidades do estado, Cuiabá e Várzea Grande.

Na gestão passada, o ex-governador Pedro Taques afirmou várias vezes que retomaria as obras do VLT, suspensas desde a gestão Silval Barbosa. Quatro anos se passaram e o tucano não conseguiu pôr em prática.

Agora, com sua chegada ao poder, Mauro Mendes afirmou que daria um rumo ao projeto viável aos interesses do Estado e da população. O GT foi criado em julho e deveria ter concluído seu papel neste mês de novembro, mas, devido à quantidade de demandas, acabou tendo seu prazo prorrogado.

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