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Plano prevê R$ 790 milhões para o VLT

A bancada federal de Mato Grosso incluiu no Plano Plurianual 2020/2024 os recursos para garantir a conclusão das obras do modal

Sid Carneiro

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12/11/2019 11h10 | Atualizada em 29/11/2019 18h55

Plano prevê R$ 790 milhões para o VLT

Gilberto Leite

Os membros da bancada federal de Mato Grosso asseguraram R$ 790 milhões de suas emendas no Plano Plurianual 2020/2024, do governo federal, para a retomada das obras do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT) entre Cuiabá e Várzea Grande. 

Com base em informações técnicas de que o custo socioeconômico da mobilidade urbana cresceu 7% e se aproxima de meio trilhão de reais no país, o senador Jayme Campos (DEM) voltou a pedir o entendimento entre o governo estadual, órgãos e segmentos envolvidos no VLT para resolver o problema de mobilidade em Mato Grosso. 

“Só o tempo em que as pessoas gastam no deslocamento entre casa-trabalho-casa resulta em um prejuízo de mais de R$ 111 bilhões, recursos mais do que suficientes para iniciar as transformações necessárias em termos de mobilidade urbana”, disse Jayme. 

Jayme também citou dados apresentados pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), que demonstram que o gasto com transporte já pesa mais no bolso das famílias brasileiras do que as despesas com alimentação. 

“Se levarmos em consideração uma família média de Cuiabá e Várzea Grande, com quatro pessoas, pagando duas passagens (R$ 4,10 valor da passagem) por dia para trabalhar, estudar ou para outros afazeres, durante 26 dias, tirando apenas os domingos, teremos um gasto absurdo de R$ 852,80 mensais, quase a totalidade de um salário mínimo que é de R$ 998,00”, ponderou.

Jayme conta que se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, que comanda a Comissão Técnica que ficou de apresentar um estudo sobre a retomada do VLT no primeiro trimestre de 2020.

Ao justificar os altos investimentos em transporte coletivo, o senador também argumentou que além o transporte individual consome quase o dobro de energia e polui duas vezes mais, multiplicando o prejuízo econômico e social pelo tempo que a população joga fora nos deslocamentos entre casa e o trabalho. 

“Por isso defendo a retomada das obras do VLT. Disse isto ao governador Mauro Mendes, durante a entrega de mais uma obra deixada pela gestão anterior e concluída agora, [...] pois obra parada é prejuízo dobrado. Compreendo que existem outras prioridades imediatas, mas precisamos destravar. Ou retomamos o VLT ou partimos para outro modal”, concluiu.

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