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Justiça adia audiência de ação sobre o VLT

A construção do modal, ainda não entregue à população, já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos

Felipe Leonel

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19/09/2019 05h41 | Atualizada em 29/11/2019 18h56

Justiça adia audiência de ação sobre o VLT

Gilberto Leite | OEMT

O juiz Ciro Andrade Arapiraca, da Primeira Vara Federal de Mato Grosso, adiou para o dia 2 de outubro a audiência de testemunhas do Consórcio VLT, em ação que pede a nulidade do contrato de construção do Veículo Leve sobre Trilhos. O juiz também suspendeu uma ação que cobra reparação de danos morais ao ex-governador Silval Barbosa em R$ 148 milhões. 

A construção do modal, ainda não entregue à população, já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.

De acordo com o Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, diversas irregularidades foram cometidas para a escolha do modal.  A ação, proposta em 2015 após a não entrega do modal no prazo previsto, foi suspensa por 60 dias e também foi determinada a realização de novas diligências.  

De acordo com os autos do processo, o objetivo da indenização não é reparar os danos causados pelos atrasos nas obras, mas ressarcir a expectativa gerada na sociedade, pois mesmo sabendo da não possibilidade de entregar o modal a tempo, o gestor reafirmou várias vezes a promessa de entrega ainda a tempo da Copa do Mundo. 

Também respondem à ação o ex-secretário da Secopa Maurício Guimarães e o Consórcio formado pelas empresas Magna Engenharia, Santa Bárbara Construções S/A, Astep Engenharia, CAF Brasil Indústria e Comércio S/A e a CR Almeida S/A Engenharia de Obras.  

OBRAS – O VLT continua com futuro incerto na capital mato-grossense. Um Grupo de Trabalho foi formado logo no início da gestão do governador Mauro Mendes (DEM) para estudar uma solução definitiva para a continuidade das obras. O GT, formado por integrantes do governo federal e também do governo do Estado, deve concluir os estudos até o final do ano. 

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