MOBILIDADE URBANA

União da classe política é a solução para o VLT

Sid Carneiro

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13/08/2019 05h18 | Atualizada em 29/11/2019 18h57

União da classe política é a solução para o VLT

Gilberto Leite

A retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi debatida ontem (12) em audiência pública promovida pelo Instituto de Engenharia de Mato Grosso em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea- MT). O objetivo do encontro foi de possibilitar um amplo debate sobre a situação das obras, que estão paralisadas desde 2014 e consumiram mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), defendeu a união das prefeituras das duas cidades, junto com o governo do Estado e a bancada federal para que todos se unam e conheçam os números, de forma transparente, além de chamar a sociedade civil organizada darem um destino ao VLT.

“Sozinho eu temo que o governo do Estado não vai conseguir sair desse emaranhado que foi herdado e pelo bem da população, além da grande transformação que ganharíamos no transporte coletivo e mobilidade urbana em geral, temos que nos unir”, disse.

Uma comissão foi montada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com o Estado de Mato Grosso, e terá prazo máximo de 120 dias para apresentar uma solução para a questão da mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. 

“A finalidade desse encontro é um debate sobre o que a população espera dessa realidade para que as demais entidades de classe pudessem ter uma base de pensamento e assim defender uma bandeira. Estamos aqui com profissionais da área de engenharia que irá nos dar a possibilidade e as condições para retomar a obra”, disse o vice-presidente do Instituto de Engenharia de Mato Grosso, Jorge Rachid Jaudy.

Três alternativas foram debatidas para a retomada das obras do VLT: adesão total do governo estadual, Parceria Público-Privada (PPP) ou Privatização. Pelos cálculos já apresentados, a continuidade do VLT vai consumir mais R$ 700 milhões dos cofres públicos. O mesmo investimento seria feito sobre o BRT, que tem sido defendido por alguns segmentos que debatem com o governo e as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande qual melhor modal para as duas cidades.

Participaram da audiência o senador Wellington Fagundes (PR), o deputado federal, Emanuel Pinheiro Neto (MDB), os deputados estaduais Wilson Santos e Carlos Avallone, ambos do PSDB, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão (PDT), os vereadores Luís Cláudio (PP) e Adevair Cabral (PSDB), o ex-governador Júlio Campos (DEM), o presidente do Crea-MT, João Pedro Valente, o gerente de obras do consórcio VLT Fernando Orsini, o coordenador do Movimento Pró-VLT Vicente Vuolo Filho e o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), além de engenheiros da UFMT. 

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