DIEGO SAPORSKI

A influência das redes sociais

24/01/2020 06h00 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

A influência das redes sociais

Arquivo Pessoal

A rede social surgiu em meados dos anos 90 com a SixDegrees (site de relacionamento). De lá pra cá tivemos alguns exemplos que davam indícios do sucesso que a rede iria se tornar, como o Orkut e outras que tiveram seu prazo de validade já extintos. Foi só em 2000, com o crescente número de usuários da internet, que começamos a entender de fato no que a rede social se tornaria, no seu poder de influência. 

Hoje, as ferramentas de relacionamento social ocupam 62% do tráfego da internet, aproximadamente quatro bilhões de pessoas têm acesso à rede mundial de computadores. A América Latina detém 215 milhões de internautas. O Brasil fica em primeiro lugar na quantidade de acessos, sendo o quarto com maior número ativo de usuários em sites de relacionamentos, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia. 

Para se ter uma noção, apenas o Instagram acumula 1 bilhão de usuários ativos. A relação aberta entre os usuários, pelo poder de influência, pode ser uma ferramenta de dois lados: o bom e o ruim. Ao mesmo tempo que pode ajudar também pode prejudicar. Os principais influenciados geralmente são os jovens que em alguns casos se tornam vítimas da rede social.

A influência no comportamento, na maneira de se vestir, viver a vida e de se comunicar tem sido movida pelas redes. Notícias são propagadas por elas. Mentiras se transformam em verdades e assim vice-versa, o tempo todo. Pessoas se tornam locutoras de classes e temas. A rede social se tornou a voz do mundo. Não podemos deixar de mencionar a rapidez com que a notícia chega em todos os lugares, muitas vezes, em apenas alguns minutos. O “Fake News” pode dar início a uma guerra, se bem “feito”. Claro, ainda existem muitas pessoas e informações que atuam com responsabilidade. 

Pra que não nos deixemos ser passados para trás, precisamos analisar tudo com muito cuidado e responsabilidade. A influência pode transformar um vilão em mocinho. Por isso, devemos sempre ficar de olho em quem são nossos seguidores e seguidos, quem realmente é o nosso alvo e o nosso público. Sempre analisar tudo com cuidado e ir atrás de fato da veracidade da informação e de sua fonte.

DIEGO SAPORSKI é jornalista, social media, especialista em redes sociais e bacharel em direito.

FONTE: Diego Saporski

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