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Primeiro-ministro do Líbano renúncia do cargo após megaexplosão

Hassan Diab renunciou ao cargo menos de uma semana depois da megaexplosão que matou pelo menos 163 pessoas mortas na capital do país, Beirute.

10/08/2020 12h47 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Primeiro-ministro do Líbano renúncia do cargo após megaexplosão

Reprodução

País em crise
O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, renunciou nesta segunda-feira (10). Ministros de seu governo estavam abandonando seus postos em consequência da megaexplosão no porto de Beirute, na semana passada.

Pouco antes do anúncio, ele afirmou que a explosão foi resultado de corrupção endêmica no governo.

No fim de semana, moradores da capital do país começaram a protestar contra o governo.

Diab enfrentou pressão crescente para deixar o cargo. Ele havia dito, no sábado, que solicitaria eleições parlamentares antecipadas.

A explosão de mais de 2.000 toneladas de nitrato de amônio, em 4 de agosto, matou pelo menos 163 pessoas, feriu mais de 6.000 e destruiu partes da movimentada capital mediterrânea, combinando meses de colapso político e econômico.

O gabinete, formado em janeiro com o apoio do poderoso grupo Hezbollah apoiado pelo Irã e seus aliados, se reuniu na segunda-feira, com muitos ministros querendo renunciar, de acordo com fontes ministeriais e políticas.

Os ministros da Informação e Meio Ambiente renunciaram no domingo, assim como vários legisladores, e o ministro da Justiça os seguiu porta afora na segunda-feira.

O ministro das Finanças Ghazi Wazni, um negociador chave com o FMI sobre um plano de resgate para ajudar o Líbano a sair de uma crise financeira, preparou sua carta de renúncia e a trouxe para uma reunião de gabinete, disse uma fonte próxima a ele e à mídia local.

O gabinete decidiu encaminhar a investigação da explosão ao conselho judicial, a mais alta autoridade legal cujas decisões não podem ser apeladas, disse uma fonte ministerial e a agência de notícias estatal NNA. O conselho geralmente trata dos casos de segurança máxima.

Responsabilidade
O presidente do Líbano havia dito que o material explosivo foi armazenado sem segurança durante anos no porto. Depois, afirmou que a investigação consideraria se a causa foi alguma interferência externa, negligência ou um acidente.

O governador de Beirute afirmou que muitos trabalhadores e motoristas de caminhões estrangeiros permaneciam desaparecidos e se presume que estejam entre os mortos, complicando as tentativas de identificar as vítimas.

As manifestações contra o governo nos últimos dias foram as maiores desde outubro, quando houve protestos contra a crise econômica enraizada em corrupção endêmica, desperdícios e má gestão. Manifestantes acusaram a elite política de usar os recursos do Estado em benefício próprio.

FONTE: G1

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