SUPERMAN PANCADÃO

Justiça suspende venda de avião de DJ, acusado de movimentar R$ 30 mi do tráfico em MT

Defesa de Ricardo Cosme dos Santos alega que não há comprovação de que aeronave tenha sido adquirida de maneira ilícita ou era usada para o tráfico de entorpecentes

14/01/2020 16h00 | Atualizada em 14/01/2020 16h00

Justiça suspende venda de avião de DJ, acusado de movimentar R$ 30 mi do tráfico em MT

Reprodução

O desembargador federal Olindo Menezes, do Tribunal Federal Regional da 1ª Região, concedeu liminar suspensiva ao empresário Ricardo Cosme Silva dos Santos, conhecido como "DJ Superman Pancadão", para evitar a venda de seu avião Cessna durante o processo. O perdimento do bem do empresário foi determinado em sua condenação, imposta pela Vara Federal de Cáceres.

A defesa de Ricardo, coordenada pelo advogado Artur Barros Freitas Osti, alegou que “a sanção da pena de perdimento de bens sequestrados não se opera de forma automática, de forma que a sua alienação deve aguardar a certificação da condenação do réu e da pena do perdimento em si”.

Osti também argumentou que não há provas de que o avião foi utilizado para crimes e/ou é fruto de ação ilícita, de modo que, a sentença que decretou o seu perdimento como efeito automático da condenação pode ser revertida no recurso de apelação. Ainda citou que, em outros casos relacionados ao mesmo cliente, o Judiciário concedeu a ordem “para sustar a sua alienação antecipada”.

Em sua decisão, o desembargador federal Olindo Menezes alegou o TRF não tem autorizado a “venda antecipada” dos bens até a confirmação da condenação em 2ª instância. O magistrado, então, acatou as argumentações da defesa concedeu a decisão favorável. 

“Tal o contexto, concedo a liminar, para atribuir efeito suspensivo à apelação interposta nos autos do procedimento de alienação antecipada 231-59.2019.4.01.3601, obstado todo e qualquer ato tendente à alienação da aeronave, até que se ultime o julgamento do presente writ”, decidiu o desembargador federal.

Ricardo Cosme ficou conhecido em 2015, ao ser preso na Operação Hybris, da Polícia Federal. A operação investigou um esquema internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 30 milhões.

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