QUEIMADAS

Militares chegam no estado para ajudar a combater incêndio que já destruiu 600 mil hectares no Pantanal

Dez bombeiros, 10 brigadistas do Ibama e 10 fuzileiros navais do estado vizinho vão ajudar na operação “Pantanal Verde”.

06/08/2020 09h44 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Militares chegam no estado para ajudar a combater incêndio que já destruiu 600 mil hectares no Pantanal

Reprodução

Militares de Mato Grosso do Sul desembarcaram em Mato Grosso para ajudar os bombeiros a combater o incêndio de grandes proporções no Pantanal, na região de Poconé. O fogo está concentrado no meio da mata em um local de difícil acesso e já consumiu mais de 60 mil hectares de vegetação. É o maior incêndio da região nos últimos 14 anos.

A operação “Pantanal Verde”, como foi chamada, tem o objetivo de combater o fogo começa nesta sexta-feira (7).

Os fazendeiros cederam máquinas para abrir caminho na mata. Mesmo assim o desafio é grande por causa das condições climáticas.

O tenente do Batalhão de Emergências Ambientais, Isaac Wihbi, conta que a dificuldade de apagar o incêndio na região acontece devido às suas características meteorológicas.

“O Pantanal tem a característica de ser uma planície, então em muitos outros incêndios, o relevo é um grande inimigo. Aqui como é uma região plana, a gente sofre muito mais influência da característica meteorológica e da característica da vegetação. Então tem a velocidade do vento e a direção. O vento pode ser nosso amigo ou nosso maior inimigo”, afirma.

Chegaram 10 bombeiros de Mato Grosso do Sul, 10 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e 10 fuzileiros navais vão ajudar na operação “Pantanal Verde”. Eles vão contar com três helicópteros das Forças Armadas e um avião de apoio.

A aeronave tem capacidade para transportar 24 pessoas mais os equipamentos que serão utilizados no combate ao fogo, o que vai agilizar o trabalho em campo. O capitão de corveta da Marinha Rafael Nascimento, conta como será feito a operação através da aeronave.

“Descríamos esses militares bem próximo aos principais focos de incêndio e podemos também salvaguardar em caso de algum incidente fazendo a extração deles, ou alguma necessidade médica ou ao fim das atividades. Por se tratar de uma aeronave de asa rotativa, a gente consegue essa infiltração em locais de difícil acesso”, afirma.

O coordenador da operação e tenente coronel Dércio Santos, conta qual é a estratégia que será utilizada.

“Estaremos expandindo todo o poder operacional terrestre e aéreo daquela ocorrência. Aumentaremos as bases, de uma para três bases operacionais. As forças armadas, o Sesc Pantanal, o IBAMA, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e o Corpo de Bombeiros estão integrados para potencializarmos ainda mais o ataque a esses incêndios”, afirma.

FONTE: G1

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