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Sesi e Senai fecham unidades após corte do governo federal

Com o fechamento, haverá remanejamento de pessoas e também cortes de vagas nas duas instituições, afetando cerca de 15% do total dos profissionais.

08/05/2020 08h29 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 1 comentario

Sesi e Senai fecham unidades após corte do governo federal

Reprodução

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) anunciou, nesta quinta-feira (7), o fechamento das unidades do Sesi e do Senai em três municípios do estado, por causa do corte de 50% determinado pelo Governo Federal sobre a contribuição compulsória das indústrias ao sistema. Com o fechamento, haverá remanejamento de pessoas e também cortes de vagas nas duas instituições, afetando cerca de 15% do total dos profissionais.

De acordo com a Fiemt, as unidades físicas do Sesi e Senai de Cáceres e Juína serão fechadas, assim como o Senai Barra do Garças. O fechamento será imediato em Barra do Garças e Juína. Em Cáceres, todas as atividades existentes ficarão concentradas na unidade do Senai até que sejam concluídas e a unidade também suspenda o funcionamento.

Também será suspensa a inauguração da unidade Senai em Alta Floresta, que está em construção. Já em Rondonópolis, o Sesi vai funcionar no mesmo prédio da unidade Senai.

Segundo a Fiemt, o impacto do corte nos recursos somado à crise gerou uma perda de R$ 30 milhões ao Sesi e Senai de Mato Grosso neste ano. Isso corresponde a 20% da arrecadação prevista para todo o ano.

Por isso, as unidades que dependiam principalmente da contribuição compulsória estão sendo desativadas.

A diretora regional do Senai MT e superintendente do Sesi MT, Lélia Brun, explica que o fechamento das unidades foi o último recurso.

“Reduzimos a carga horária e os salários por 90 dias, reduzimos custos, renegociamos e cancelamos contratos com fornecedores, cancelamos eventos, proibimos despesas com viagens e diversas outras ações. Com o fechamento das unidades, buscamos remanejar o máximo de pessoas que pudemos, para minimizar a necessidade de cortes. Mas, infelizmente, a redução do recurso foi muito impactante para as nossas instituições”, ressalta.

A federação afirma que os atendimentos continuarão disponíveis em todos os municípios do estado, por meio das unidades móveis, atendimentos não presenciais ou nas próprias indústrias.

FONTE: G1

1 COMENTÁRIO

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  1. “Fomos atingidos pelo impacto causado pelo COVID-19, na data do dia 07/05/2020, por uma determinação de demissão em massa, consequentemente assim colocando cerca de 35 funcionários em situação de desemprego. Funcionários estes que foram totalmente pegos de surpresa, e ainda por cima não receberam aporte nenhum por parte do sindicato SENALBA – MT. Assim afetando diretamente e indiretamente todos os ex-funcionários, que contribuíram durante anos para o funcionamento do Sistema FIEMT na cidade de Cáceres, cujo a população cacerense pode usufruir das unidades SESI e SENAI, tendo contato diretamente com todos os ex-colaboradores. Todos necessitamos desse emprego para o sustento de nossas famílias, muitos de nós temos familiares acometidos por alguma enfermidade, que dependia do plano de saúde que o Sistema proporcionava.  Sem trabalho remoto em muitos cargos, ficamos exposto ao COVID-19 ao saímos de nossas residências para ir trabalhar, hoje nos encontramos numa situação de vulnerabilidade, pois sabemos a situação do desemprego que assola o mundo e principalmente Cáceres por ser uma das cidades mais pobres do Estado. A princípio o sistema impôs a redução salarial e a jornada de trabalho, para conter o caos econômico, evitando com a medida as demissões, o que foi acolhido por todos. Porém, para nossa surpresa, na data de ontem recebemos a fatídica notícia da demissão em massa. Por este ato, repudiamos a medida tomada pelo Sistema FIEMT.

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