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Eduardo Bolsonaro se declarou líder de movimento chefiado por Bannon

Steve Bannon, preso nos EUA sob acusação de desviar dinheiro de campanha para construir muro anti-imigração nos EUA

20/08/2020 14h23 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00

Eduardo Bolsonaro se declarou líder de movimento chefiado por Bannon

Reprodução

Steve Bannon, o ex-estrategista da Casa Branca preso nesta quinta-feira (20) tem uma relação com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) e já esteve em um evento com o presidente Jair Bolsonaro, em março de 2019.

A promotoria federal de Nova York acusa Bannon de ter desviado dinheiro de uma campanha cujo propósito seria construir um muro entre os Estados Unidos e o México.

Bannon é líder do grupo The Movement, que reúne conservadores no mundo todo. Em janeiro de 2019, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse em uma rede social que Bannon o escolheu para liderar o movimento no país. “Satisfação em ser o líder do The Movement para América Latina ao lado de Steve Bannon”, escreveu Eduardo na legenda de uma imagem em que aparece abraçado a Bannon.

No mês seguinte, fevereiro de 2019, Eduardo publicou outra foto ao lado de Bannon. “Bate papo agradável agora com Steve Bannon, unindo forças contra o domínio cultural esquerdista/marxista”, disse o deputado. A marcação na rede social indica que os dois estavam em Washington.

Em março daquele ano, Bannon encontrou-se com o presidente Bolsonaro em um evento na embaixada do Brasil nos EUA definido pelo Palácio do Planalto como "jantar com formadores de opinião", em Washington. Bannon sentou-se do lado esquerdo de Bolsonaro – à direita estava o escritor Olavo de Carvalho.

Há quase um ano, em setembro de 2019, Eduardo voltou a se encontrar com Bannon, desta vez em Nova York. Eduardo estava na cidade para assistir ao discurso de seu pai na Assembleia Geral da ONU.

Na mesma época, Eduardo convidou Bannon para vir ao Brasil participar de um seminário no Senado, num evento intitulado Ambientalismo e Geopolítica, mas o americano acabou não vindo.

FONTE: G1

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